Oração sem sujeito é aquela em que não há um termo que pratique, sofra ou experimente a ação verbal. Nesses casos, o verbo é chamado de impessoal, pois não se refere a nenhuma pessoa do discurso nem concorda com um sujeito.
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Leia também: Como identificar o sujeito e o predicado de uma oração?
Tópicos deste artigo
Resumo sobre oração sem sujeito
- A oração sem sujeito é aquela em que não há um termo que exerça a função de sujeito.
- O verbo da oração sem sujeito é chamado de verbo impessoal.
- Em geral, o verbo impessoal fica na 3ª pessoa do singular.
- Verbos que indicam fenômenos da natureza, como “chover” e “nevar”, podem formar oração sem sujeito.
- Os verbos “haver”, “ter” e “fazer”, em casos específicos, também podem formar oração sem sujeito.
- Orações sem sujeito têm sujeito inexistente, ou seja, o sujeito não existe.
- Sujeito indeterminado é um sujeito que existe na oração, mas não é identificado.
Afinal, o que é oração sem sujeito?
A oração sem sujeito é aquela em que o predicado não se refere a nenhum sujeito. Isso ocorre quando o verbo é usado de forma impessoal, isto é, sem indicar quem realiza ou sofre a ação.
Veja um exemplo:
Choveu muito durante a madrugada.
Nessa oração, o verbo “choveu” indica um fenômeno da natureza. Não existe um sujeito que pratique a ação de chover. Por isso, não é possível perguntar “quem choveu?” de maneira literal, já que o verbo não se refere a nenhum ser ou elemento da oração. Portanto, a frase “Choveu muito durante a madrugada” é uma oração sem sujeito.
Casos de oração sem sujeito
A oração sem sujeito ocorre em situações específicas, quando não há um agente realizando a ação do verbo.
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Verbos que indicam fenômenos da natureza formam oração sem sujeito quando usados em sentido literal e de forma impessoal.
Anoiteceu mais cedo hoje.
Em geral, o verbo “fazer”, quando indica passagem de tempo, é impessoal.
Faz três meses que não nos vemos.
Faz muitos anos desde a nossa última viagem juntas.
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Existência, acontecimento ou ocorrência
O verbo “haver” forma oração sem sujeito quando tem sentido de “existir”, “acontecer” ou “ocorrer”.
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Há muitas dúvidas sobre esse assunto polêmico.
Houve mudanças no calendário.
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Clima ou condição meteorológica
Alguns verbos, como “fazer” e “estar”, podem formar oração sem sujeito quando indicam clima ou condição meteorológica.
Faz frio nesta região.
Está muito quente hoje.
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Horário, data ou distância
O verbo “ser” pode formar oração sem sujeito se indicar hora, data ou distância.
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São oito horas.
É segunda-feira.
Daqui até lá são uns sete quilômetros.
Veja também: Quais são os tipos de sujeito?
Exemplos de oração sem sujeito
- Vai trovejar bastante amanhã.
- Faz muito calor nesta época do ano.
- São oito horas da manhã.
- Escureceu rapidamente.
- Pela manhã, nevava pouco.
- Faz três anos que ela se mudou.
- Há muitos alunos na nossa turma.
- Houve uma série de problemas naquela reunião.
- Está muito frio hoje.
- Já era tarde demais…
Diferenças entre sujeito inexistente e sujeito indeterminado
Em orações sem sujeito, como o próprio nome diz, ou seja, não existe. Nesse caso, não há nenhum termo exercendo a função de sujeito. O verbo é impessoal e, geralmente, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo:
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Havia muitas pessoas na fila.
Aqui, a forma verbal “havia” tem sentido de “existia”. A expressão “muitas pessoas na fila” completa o sentido do verbo. Porém, não há nenhum outro elemento exercendo a ação “haver”. Por isso, trata-se de uma oração sem sujeito.
Já o sujeito indeterminado ocorre quando existe alguém praticando a ação verbal, mas esse alguém não é identificado no enunciado. O verbo é pessoal e, geralmente, na 3ª pessoa do plural ou na 3ª pessoa do singular, com índice de indeterminação do sujeito (“-se”). Exemplo:
Falaram mal do filme.
Falou-se mal do filme.
Aqui, as formas verbais “falaram” e “falou-se” deixam subentendido que alguém praticou a ação de falar, mas não fica explícito quem. Portanto, há sujeito, mas ele está indeterminado.
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Veja esta tabela comparativa que resume as diferenças:
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Oração sem sujeito
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Sujeito indeterminado
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Definição
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Não há sujeito. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
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Há um sujeito não identificado.
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Verbo
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Verbo impessoal.
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Verbo refere-se a alguém, sem indicar quem.
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Pessoa do verbo
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3ª pessoa do singular. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
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3ª pessoa do plural ou
3ª pessoa do singular + "-se"
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Casos comuns
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Ações que indicam fenômeno da natureza, tempo decorrido, horário, distância, entre outros.
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Ações praticadas por alguém não identificado ou não especificado.
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Exemplo
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“Houve um momento mais simples antigamente...” Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
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“Procuram-se novos funcionários.”
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Como identificar uma oração sem sujeito?
Para identificar uma oração sem sujeito, localize o verbo e o sentido que ele apresenta no contexto.
Não chovia assim há muitos anos…
Após localizar o verbo, pergunte “quem” realiza a ação verbal. Se não for possível responder à pergunta, trata-se de uma oração sem sujeito.
No caso do exemplo, não existe alguém realizando a ação de chover ou a ação de haver. Dessa forma, é possível identificar que se trata de uma oração sem sujeito.
Saiba mais: O que é o agente da passiva na oração?
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Exercícios resolvidos sobre oração sem sujeito
Questão 1
Assinale a alternativa em que o verbo destacado foi empregado em uma oração sem sujeito.
A) Os estudantes fizeram as atividades em silêncio.
B) O organizador do evento havia preparado tudo com antecedência.
C) Houve muitos atrasos no início do evento.
D) As crianças estavam animadas com o passeio.
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E) Eram antigos amigos da família.
Resposta:
Alternativa C. O verbo “haver” tem sentido de “acontecer” ou “ocorrer” nessa oração, sendo usado de forma impessoal. Portanto, é uma oração sem sujeito.
Questão 2
Leia as frases a seguir:
I. As lágrimas choviam em seu rosto.
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II. Havia um homem estranho parado no ponto de ônibus.
III. Falaram sobre um problema na reunião.
IV. Tem comida na geladeira?
Quais sentenças apresentam apenas orações sem sujeito?
A) I e III.
B) II e IV.
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C) I, II e IV.
D) II, III e IV.
E) I, II e III.
Resposta: Alternativa B.
A sentença I tem sujeito (“As lágrimas”) realizando, de forma metafórica, a ação de chover.
A sentença II não tem sujeito, já que ninguém realiza a ação de haver.
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A sentença III tem sujeito indeterminado, pois alguém que não é identificado realiza a ação de falar.
A sentença IV não tem sujeito, já que ninguém realiza a ação de ter (empregado com sentido de existir).
Fontes
AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Parábola, 2021.
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 38ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
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CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7ª ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016.