Vulcanismo é o extravasamento do magma para a superfície terrestre. Esse processo forma novas rochas e gera consequências para o meio ambiente e os seres humanos.
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Vulcanismo é um fenômeno natural que consiste na liberação do material magmático do manto terrestre para a superfície a partir do alívio da pressão interna do planeta Terra. Ele acontece em áreas onde há fraturas ou fissuras na crosta, assim como no encontro de placas tectônicas, onde é comum a formação de edifícios vulcânicos. Assim sendo, o tectonismo é um processo associado muito importante para a sua ocorrência, o que explica a ausência de vulcanismos recentes no Brasil. Os últimos registros datam de milhões de anos, destacando-se os derrames basálticos da Formação Serra Geral.
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O vulcanismo é o fenômeno natural de extravasamento do material magmático do manto para a superfície terrestre.
É um processo que acontece a partir das forças internas do planeta Terra, sendo o resultado do alívio da grande pressão exercida sobre o magma no interior da crosta.
Acontece em áreas de fratura na crosta terrestre e, também, nas zonas de convergência de placas tectônicas, a exemplo do Círculo de Fogo do Pacífico.
A intensidade da atividade vulcânica e o alcance da lava dependem da composição do magma e do volume de gases dissolvidos.
O vulcanismo pode ser fissural ou central de acordo com o tipo de estrutura através do qual ele acontece.
Pode ser classificado como primário quando envolve a liberação direta de magma, e secundário quando o calor do magma afeta corpos hídricos e origina fumarolas e gêiseres.
O vulcanismo pode ter consequências negativas para o meio ambiente e para a saúde humana. Ele promove alterações na paisagem e é parte do ciclo das rochas.
No Brasil, o vulcanismo foi registrado em momentos distintos do passado geológico, destacando-se os derrames basálticos da Formação Serra Geral há 135 milhões de anos.
Conceito de vulcanismo
O extravasamento do magma terrestre para a superfície recebe o nome de vulcanismo.
Vulcanismo é o fenômeno natural de extravasamento do material magmático do interior do planeta Terra para a superfície. Além do magma, que consiste em uma substância pastosa formada por rochas fundidas, são liberados também gases, cinzas, água aquecida, vapor d’água e fragmentos de rocha, os chamados materiais piroclásticos, que ficam armazenados na parte interna da crosta, no próprio magma, ou, ainda, que constituem a estrutura rochosa de um vulcão ou do terreno onde aconteceu a atividade descrita.
Processo de vulcanismo
O processo de vulcanismo é desencadeado pela diferença de pressão entre o interior da crosta terrestre e a superfície. Lembremos que o magma é formado por um conjunto de rochas derretidas que se encontra em altíssimas temperaturas, as quais podem facilmente superar 2.000º C em maior profundidade. A menor densidade das parcelas mais quentes faz com que elas ascendam por meio das correntes de convecção do magma. A grande pressão exercida pelo magma na crosta terrestre cria fissuras e dutos por onde ele penetra e inicia seu movimento ascendente em direção a áreas com menor pressão.
O magma é extravasado para a superfície terrestre quando a pressão interna é finalmente aliviada, o que faz com que o material magmático seja liberado. A partir desse momento, ele passa a receber o nome de lava vulcânica. A intensidade com que o vulcanismo ocorrerá vai depender do volume de gases dissolvidos no magma. Quanto maior é a concentração gasosa, mais intensa será a atividade vulcânica, podendo, inclusive, resultar em episódios explosivos por conta da descompressão repentina.
O vulcanismo é um fenômeno natural e que faz parte da dinâmica do planeta Terra, sendo ele inerente ao processo cíclico de renovação da litosfera conhecido como ciclo das rochas. A sua ocorrência, como vimos, depende da pressão do interior do planeta, que força a ascensão do magma e o seu extravasamento para a superfície.
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Outro ponto característico do vulcanismo é a sua dependência de aberturas na crosta terrestre para que o magma possa ser liberado. Caso contrário, o que acontece é o armazenamento do material em bolsões. Nesse caso, o vulcanismo que ocorre pode ser o secundário, que abordaremos no tópico subsequente. Retomando, o vulcanismo acontece em áreas onde há fraturas na crosta ou em zonas de encontro de placas tectônicas, que é onde se formam os vulcões.
Não por coincidência, o Círculo de Fogo do Pacífico é a região do planeta Terra onde o vulcanismo acontece com maior frequência, já que é uma área formada por várias placas convergentes. É nele onde ficam localizados 75% de todos os vulcões ativos do mundo.
Os pontos vermelhos representam vulcões ativos. Observe a alta concentração em territórios banhados pelo Oceano Pacífico.
A intensidade com que o vulcanismo acontece varia conforme o tipo de magma envolvido e a quantidade de gases dissolvidos nele. Quanto maior é a concentração de sílica presente no material magmático, maior é a sua viscosidade e a quantidade de gases presentes (entre 4 e 6% do seu volume). Por isso, a probabilidade desse magma ser expelido por meio de uma erupção explosiva é elevada. Contudo, a lava se move mais lentamente.
Ao contrário, magmas que apresentam baixa concentração de sílica, classificados como basálticos, são mais fluídos e têm menor concentração de gases (1 a 2%), o que gera derrames mais controlados, porém com fluxo rápido e que alcançam longas distâncias.
Tipos de vulcanismo
→ De acordo com o modelo de vulcanismo
Vulcanismo fissural: acontece através de fissuras, isto é, rachaduras ou falhas, na crosta terrestre. É através delas que o magma se infiltra e extravasa para a superfície. É mais comum com materiais com menor viscosidade.
O vulcanismo fissural é aquele que ocorre através de fissuras na crosta terrestre.
Vulcanismo central: a liberação do magma acontece por meio de um edifício vulcânico bem estabelecido, no interior do qual existe um duto central por onde o magma ascende. É muito comum de acontecer em áreas de encontro de placas tectônicas.
O vulcanismo central é comum em edifícios vulcânicos situados em áreas de placas convergentes.
→ De acordo com a interação entre magma e superfície
Existe outra forma de categorizar o vulcanismo que leva em consideração a interação do magma com a superfície. A partir desse critério, podemos falar em vulcanismo primário e vulcanismo secundário.
Vulcanismo primário: entende-se por vulcanismo primário o fenômeno de liberação do magma para a superfície terrestre, o que o transforma em lava.
Quando o magma extravasa de fato, temos o vulcanismo primário.
Vulcanismo secundário: nesse caso, o magma se aproxima da superfície terrestre e transfere calor para os elementos que estão posicionados imediatamente acima ou nas adjacências, principalmente para os corpos hídricos e reservatórios de água. A atividade do vulcanismo secundário é percebida por meio do vapor d’água que é emitido através de fissuras na crosta, formando as fumarolas, ou pela liberação repentina e periódica da água através de aberturas na superfície, que são os gêiseres.
Gêiseres e fumarolas são evidências de vulcanismo secundário ativo.
O que são vulcões?
Vulcõessão formações rochosas através das quais o magma que está armazenado no interior do planeta Terra, mais precisamente, no manto, chega até a superfície terrestre. Apesar dos vulcões cônicos serem os mais comuns, existem diferentes tipos de edifícios vulcânicos. Alguns se assemelham aos vulcões cônicos, mas possuem dutos secundários e tendem a registrar erupções mais violentas (estratovulcões), enquanto outros apresentam área ampla e menor estatura, e os derrames são formados por lava com menor viscosidade (vulcões escudo).
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Eles podem ser classificados, também, segundo a sua atividade em:
vulcões ativos: com erupções recorrentes;
vulcões adormecidos ou dormentes: instáveis e que podem entrar em atividade a qualquer momento;
vulcões extintos: que não registram mais nenhum tipo de atividade.
→ Videoaula sobre como se formam os vulcões
Consequências do vulcanismo
O vulcanismo produz consequências para o meio ambiente, para a paisagem e para os seres humanos em curto, médio e longo prazo. Atividades mais intensas e com maior duração tendem a possuir efeitos de grande magnitude, como, por exemplo, as grandes erupções vulcânicas que são capazes de interromper o tráfego aéreo, alterar o microclima temporariamente e provocar danos permanentes à estrutura geológica e à biodiversidade.
A seguir, trouxemos uma lista com algumas das consequências geradas a partir do vulcanismo de um modo geral:
fluxos intensos de lava capazes de alcançar a vegetação e áreas habitadas, quando é o caso;
lançamento de materiais piroclásticos, como fragmentos de rocha, em alta velocidade;
liberação de um grande volume de gases poluentes para a atmosfera que, a médio e longo prazo, contribuem com a degradação do clima do planeta Terra;
alteração das condições atmosféricas de maneira temporária no caso de erupções de grande magnitude e com intensa liberação de gases e poeira;
queda da qualidade do ar e agravamento ou desenvolvimento de doenças respiratórias e quadros de saúde relacionados;
redução da visibilidade tanto em superfície quanto em altitude;
formação de novas rochas na superfície terrestre a partir do resfriamento do magma;
desmatamento de áreas atingidas pela lava e perda de biodiversidade;
destruição da infraestrutura local e riscos para os seres humanos, sobretudo no caso de erupções vulcânicas explosivas.
Vulcanismo e tectonismo
O vulcanismo e o tectonismo são fenômenos naturais provocados pelas forças endógenas, isto é, pelas forças internas do planeta Terra. As correntes de convecção que são responsáveis por conduzir o material magmático de menor densidade para próximo das aberturas na crosta terrestre também provocam a movimentação das placas tectônicas sobre o manto, sendo esse movimento o que conhecemos como tectonismo (ou diastrofismo). Então, o vulcanismo e o tectonismo estão ligados de forma direta, visto que os episódios de extravasamento do magma ocorrem em áreas de fratura ou movimento convergente de placas tectônicas.
Vulcanismo no Brasil
O Brasil apresenta uma estrutura geológica muito antiga e estável, o que significa que episódios de vulcanismo não acontecem em períodos recentes da escala do tempo geológico. No entanto, o estudo mais detalhado das formações rochosas do país nos evidencia que nem sempre foi assim. A geologia brasileira mostra que esse tipo de atividade aconteceu em diferentes momentos do processo de formação da base rochosa que sustenta o território brasileiro.
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A abertura do Oceano Atlântico durante a Era Mesozoica (215 – 65,5 milhões de anos) condicionou a ocorrência de um dos maiores episódios de vulcanismo do planeta, e ele aconteceu sobre as rochas que compunham a estrutura geológica do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil.
Trata-se dos derrames basálticos que constituem a Formação Serra Geral, que aconteceram há aproximadamente 135 milhões de anos|1|. Suas rochas são identificadas desde o estado de Goiás até o Rio Grande do Sul, presentes em diferentes formas de relevo. Ademais, existem outros registros de vulcanismo ainda mais antigos, que ocorreram no Pré-Cambriano, e outros pouco mais jovens e que aconteceram cerca de 100 milhões de anos atrás.
(FUVEST) O vulcanismo é um dos processos da dinâmica terrestre que sempre encantou e amedrontou a humanidade, existindo diversos registros históricos referentes a esse processo. Sabe-se que as atividades vulcânicas trazem novos materiais para locais próximos à superfície terrestre. A esse respeito, pode-se afirmar corretamente que o vulcanismo:
a) é um dos poucos processos de liberação de energia interna que continuará ocorrendo indefinidamente na história evolutiva da Terra.
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b) é um fenômeno tipicamente terrestre, sem paralelo em outros planetas, pelo que se conhece atualmente.
c) traz para a atmosfera materiais nos estados líquido e gasoso, tendo em vista originarem-se de todas as camadas internas da Terra.
d) ocorre, quando aberturas na crosta aliviam a pressão interna, permitindo a ascensão de novos materiais e mudanças em seus estados físicos.
e) é o processo responsável pelo movimento das placas tectônicas, causando seu rompimento e o lançamento de materiais fluidos.
Resposta:D.
O vulcanismo ocorre a partir do alívio da pressão interna exercida sobre o magma terrestre, que ascende na crosta e extravasa para a superfície.
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Questão 2
(UECE) Tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos são considerados fenômenos de origem:
a) endógena.
b) exógena.
c) eustática.
d) plutônica.
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Resposta: A.
O vulcanismo e os demais fenômenos descritos apresentam origem no interior do planeta Terra, ou seja, endógena.
Nota
|1|SZABÓ, Gergely Andres Julio; TEIXEIRA, Wilson; BABINSKI, Marly. Magma e seus produtos. In: TEIXEIRA, Wilson.; FAIRCHILD, Thomas Rich.; TOLEDO, Maria Cristina Motta de; TAIOLI, Fabio. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo, SP: Companhia Editora Nacional, 2009, 2ª ed. P. 152-185.
Fontes
BRANCO, Pércio de Moraes. Vulcões. Serviço Geológico do Brasil (SGB), 18 ago. 2014. Disponível em: https://www.sgb.gov.br/vulcoes.
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TEIXEIRA, Wilson.; FAIRCHILD, Thomas Rich.; TOLEDO, Maria Cristina Motta de; TAIOLI, Fabio. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo, SP: Companhia Editora Nacional, 2009, 2ª ed.
Vulcanismo é um fenômeno natural.
Crédito da Imagem: Brasil Escola
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.
Deseja fazer uma citação?
GUITARRARA, Paloma.
"O que é vulcanismo?"; Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-vulcanismo.htm. Acesso em 02 de
abril
de 2026.