O movimento das placas tectônicas é causado pelo magma terrestre, camada interna e pastosa do planeta Terra sobre a qual esses imensos blocos rochosos se apoiam. São as correntes de convecção que provocam o deslocamento das placas tectônicas, fazendo com que elas interajam entre si e formem limites convergentes, divergentes ou transcorrentes. Cada um deles é provocado por um tipo de movimento, que são a colisão, o afastamento e o deslizamento lateral das placas, respectivamente.
Os resultados dessa movimentação são observados através de falhas geológicas, vulcanismo, terremotos e por meio do relevo, como as montanhas, as dorsais oceânicas e os vales em rifte.
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Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre o movimento das placas tectônicas
- 2 - O que é o movimento das placas tectônicas?
- 3 - Tipos de movimento das placas tectônicas
- 4 - Como ocorre o movimento das placas tectônicas?
- 5 - Consequências dos movimento das placas tectônicas
- 6 - Placas tectônicas no Brasil
- 7 - Exercícios sobre movimento das placas tectônicas
Resumo sobre o movimento das placas tectônicas
- O movimento das placas tectônicas é o deslocamento sofrido pelos blocos rochosos que formam a crosta terrestre.
- O movimento das placas é constante, o que significa que ele nunca deixa de acontecer.
- Esse movimento é causado pelas correntes de convecção do magma, camada pastosa da Terra sobre a qual as placas tectônicas se apoiam.
- São três os tipos de movimento realizado pelas placas tectônicas:
- convergente, quando elas colidem;
- divergente, quando elas se afastam;
- transcorrente, quando elas deslizam lateralmente.
- Os movimentos das placas tectônicas dão origem a diferentes feições e estruturas, como montanhas, vulcões, vales, dorsais oceânicas e fossas marinhas.
- Ocasionam, também, o vulcanismo, falhas geológicas e terremotos.
- O Brasil está localizado na Placa Sul-Americana em uma posição central que garante maior estabilidade tectônica do que países vizinhos.
O que é o movimento das placas tectônicas?
O movimento das placas tectônicas é o deslocamento sofrido pelos imensos blocos rochosos que constituem a crosta terrestre. Esse movimento é causado diretamente pelo magma, camada interna da Terra formada por rochas fundidas, portanto, em estado pastoso e líquido, sobre o qual se apoiam as placas tectônicas. Ele acontece desde o princípio da evolução geológica do nosso planeta, já que elas se formaram ainda no Pré-Cambriano, e é um movimento constante, embora nem sempre seja percebido por quem está na superfície.
Em função do mecanismo que provoca o movimento das placas tectônicas, elas se deslocam em sentidos diferentes sobre o magma. Assim sendo, existem diferentes tipos de movimento das placas tectônicas, cada qual associado a um conjunto de consequências distintas para a crosta terrestre, variando desde a alteração nas formas de relevo até fortes abalos sísmicos.
Tipos de movimento das placas tectônicas
Três tipos de movimento de placas tectônicas são identificados: convergente, divergente e transcorrente (ou lateral). Entenda cada um deles a seguir.
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Movimento convergente
Duas ou mais placas tectônicas se movimentam uma em direção à outra, o que faz com que elas colidam frontalmente entre si. Quando as placas realizam movimento convergente, há a formação de um limite convergente entre elas. É nesse tipo de limite em que são formadas as cadeias montanhosas, ou dobramentos modernos, e vulcões. Tudo depende da densidade das placas envolvidas no processo.
Nos limites convergentes de placas com densidades distintas, o bloco de menor densidade submerge sobre aquele de maior densidade. O bloco descendente acaba entrando em fusão novamente, o que faz com que as rochas sejam reincorporadas ao magma. Nos limites convergentes de placas com densidades iguais ou semelhantes, há um processo de cavalgamento seguido de soerguimento, o que resulta em dobramentos e metamorfismo das rochas.
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Movimento divergente
Esse tipo de movimento acontece quando as placas tectônicas se deslocam em sentidos opostos, se afastando uma da outra. Com isso, o movimento divergente cria um limite divergente entre placas. Nesse tipo de limite acontece a intrusão magmática que, com o resfriamento, se transforma em rocha sólida e origina um novo trecho da crosta terrestre.
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Movimento transcorrente
Acontece quando duas placas tectônicas entram em contato e deslizam lateralmente uma sobre a outra. Elas criam, assim, um limite que é chamado de transcorrente, transformante ou conservativo, e origina falhas transformantes, como a Falha de San Andreas, na Califórnia (EUA).
Como ocorre o movimento das placas tectônicas?
As placas tectônicas ficam apoiadas sobre a camada pastosa do planeta Terra, que é o magma. O magma terrestre apresenta um gradiente térmico entre a sua parcela superior, mais próxima da litosfera e com temperatura mais baixa, e a inferior, mais próxima do núcleo da Terra e, por isso, mais quente. Essa segunda parte do magma apresenta menor densidade, e realiza movimento ascendente.
Conforme se aproxima da astenosfera, nome dado à camada superior do magma, perde temperatura e, ao mesmo tempo, ganha densidade. Dessa forma, o material, agora mais denso, realiza movimento descendente, retornando para próximo do núcleo e se reaquecendo. Esse movimento é cíclico e acontece em toda a extensão do magma. São as chamadas correntes de convecção.
As correntes de convecção do magma são, portanto, o mecanismo por trás do movimento das placas tectônicas. São elas que dão impulso a esses imensos blocos de rocha, e garantem o seu deslocamento sobre a astenosfera. Como as correntes do magma não cessam, isto é, são constantes, o mesmo acontece com as placas tectônicas, que se movimentam sem intervalo.
A maioria das placas tectônicas se movimenta a uma velocidade entre 3 e 5 centímetros por ano. No entanto, não é incomum que essa média seja superada por alguns blocos, chegando a 10 centímetros por ano em alguns casos.
→ Videoaula sobre tectonismo
Consequências dos movimento das placas tectônicas
A crosta terrestre e a superfície do nosso planeta são constantemente afetadas pelos movimentos das placas tectônicas. Na maioria das vezes, o resultado desses deslocamentos é identificado no limite entre elas, como é o caso das montanhas. Há, no entanto, impactos que se propagam por grandes distâncias no interior da crosta terrestre, e são percebidos a centenas de quilômetros de onde o movimento aconteceu. Levando isso em consideração, listamos, abaixo, as consequências dos movimentos das placas tectônicas.
- Soerguimento de grandes montanhas (dobramentos modernos), como a Cordilheira dos Andes, na América do Sul, e a Cordilheira do Himalaia, na Ásia.
- Formação de vulcões e de arcos de ilhas, que possuem origem vulcânica.
- Vulcanismo, incluindo as grandes erupções vulcânicas.
- Expansão da crosta terrestre por meio de intrusões magmáticas.
- Soerguimento de cadeias montanhosas no assoalho oceânico, como a Dorsal Mesoatlântica, resultante da separação de Gondwana e abertura do Oceano Atlântico.
- Falhas geológicas e zonas de rifteamento, como a Falha de San Andreas, nos Estados Unidos, e o Vale do Rift, no leste do continente africano.
- Desenvolvimento de fossas submarinas, como a Fossa das Marianas, no oeste do Oceano Pacífico, próximo das Ilhas Marianas.
- Terremotos, os quais são resultantes da liberação espontânea de energia em áreas de contato entre placas tectônicas. Quando ocorrem no oceano, são chamados de maremotos.
- Tsunamis desencadeadas pelos terremotos e maremotos.
Placas tectônicas no Brasil
Observe com atenção o mapa a seguir, que mostra a disposição das placas tectônicas e a configuração do assoalho oceânico. Atente-se para a posição do Brasil:
O território brasileiro está posicionado sobre a Placa Sul-Americana, que é a placa tectônica que sustenta toda a América do Sul e a parte oeste do Oceano Atlântico. Esse fato explica o porquê de o Brasil ser um país considerado tectonicamente estável, estando distante das bordas da placa e, portanto, de áreas de maior instabilidade crustal.
Contudo, nem sempre foi assim. Até alcançar sua posição atual, os movimentos da placa sobre a qual o Brasil se sustenta ocasionaram episódios de vulcanismo no país há milhões de anos, mais precisamente, durante a Era Mesozoica. Mais do que isso, fizeram com que a América do Sul se separasse da África, provocando a abertura do Oceano Atlântico e a formação de uma extensa cadeia montanhosa onde houve o afastamento entre as placas.
Então, podemos afirmar que, hoje, o Brasil é um país estável. Mas, isso não quer dizer que não haja tectonismo no país. Pelo contrário, temos tremores de terra de menor intensidade e que, algumas vezes, são sentidos na superfície. No entanto, não há vulcões ativos e nem terremotos de grande magnitude. Como as placas tectônicas continuam se movimentando e se ajustando sobre o magma, esse cenário pode ser completamente diferente em alguns milhares ou milhões de anos no futuro.
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Exercícios sobre movimento das placas tectônicas
Questão 1
(Unifenas) A crosta terrestre não se apresenta de maneira contínua em toda a sua extensão no planeta. A litosfera é fragmentada em várias partes, conhecidas como placas tectônicas. Os movimentos das placas resultam das forças tectônicas em razão da pressão exercida pelas correntes ou células de convecção do magma terrestre. Essas ocorrências geológicas são comuns nas bordas ou limites das placas por envolverem áreas de tensão entre elas.
Analise a imagem a seguir que representa importantes movimentos tectônicos entre placas comuns no globo.

As zonas de tensão tectônicas mostradas nas imagens I e III apresentam em suas bordas ou limites:
A) movimentos divergentes e transformantes das placas.
B) apenas movimentos de divergência de placas, associados a vulcanismos.
C) apenas movimentos transformantes entre placas.
D) movimentos convergentes e divergentes das placas.
E) movimentos transformantes e convergentes de placas, relacionados a sismos de baixa magnitude.
Resposta: Alternativa D.
A imagem I mostra uma placa indo de encontro à outra, o que caracteriza o movimento convergente. A imagem III, por sua vez, mostra as placas se afastando, sendo esse o movimento divergente.
Questão 2
(UECE – Adaptada) Atente para o fragmento a seguir:
“A litosfera é segmentada por fraturas, formando um mosaico com sete grandes placas e algumas menores, que deslizam horizontalmente, arrastando os continentes por cima da astenosfera”.
Penha, H. M. Processos endógenos na formação do relevo. In: Geomorfologia uma atualização de bases e conceitos. Guerra, A. J. T e Cunha, S. B. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil. 1994.
Dentre os principais tipos de limites de placas tectônicas, aquele que é formado ao longo de uma falha transformante, onde o movimento relativo da placa é horizontal e paralelo ao seu limite, é conhecido como
a) colisional.
b) conservativo.
c) consecutivo.
d) convergente.
Resposta: Alternativa B.
As falhas transformantes têm origem em zonas limítrofes onde uma placa desliza lateralmente sobre a outra, que são chamadas de limites transformantes ou conservativos.
Fontes
IBGE. Atlas Geográfico Escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/.
TEIXEIRA, Wilson.; FAIRCHILD, Thomas Rich.; TOLEDO, Maria Cristina Motta de; TAIOLI, Fabio. (Orgs.) Decifrando a Terra. 2ª ed. São Paulo, SP: Companhia Editora Nacional, p. 240-277, 2009.