Misoginia

A misoginia é a discriminação e o ódio a mulheres por causa de seu gênero. Os discursos e ações misóginas podem ser criminalizados no Brasil mediante aprovação do PL 896/23.

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A misoginia é um tipo de discriminação descrito como ódio e aversão às mulheres em função do seu gênero. Ela é praticada tanto por meio de discursos quanto por meio de ações que vão desde assédio e intimidação até a violência física e psicológica cometida contra mulheres de todas as idades. Comentários depreciativos e que visam reduzir ou humilhar, o controle do corpo, insubordinação no ambiente de trabalho pelo fato de a chefia ser feminina e a objetificação de mulheres são apenas alguns exemplos de misoginia.

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Hoje em dia, os discursos de ódio têm se propagado com maior facilidade na Internet através das redes sociais, dos fóruns de discussão e de jogos, o que reflete de maneira fora das telas. Com isso, cresce o medo e a insegurança das mulheres, sem contar os prejuízos para a sua saúde física e psicológica. A misoginia também ocasiona o aumento dos casos de violência de gênero, incluindo o feminicídio. No Brasil, a lei da misoginia é um dispositivo legal que teve seu projeto aprovado no Senado Federal e que tem como objetivo criminalizar esse preconceito.

Leia também: O que é a desigualdade de gênero?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre misoginia

  • Misoginia é o ódio e o desprezo às mulheres em função do seu gênero.

  • As desigualdades de gênero que se sustentam sobre uma estrutura machista de sociedade são as principais causas da misoginia.

  • Comentários que diminuem e que desqualificam a mulher, invalidar o que ela diz por causa do seu gênero, objetificação e a violência física e psicológica cometida contra mulheres são exemplos de misoginia.

  • Misoginia, machismo e sexismo são termos correlatos, mas com significados distintos. O sexismo é o preconceito de gênero, sendo o machismo um de seus tipos. A misoginia, por sua vez, representa a aversão e o ódio às mulheres.

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  • Tem crescido a disseminação de conteúdos misóginos em fóruns online, em jogos e nas redes sociais, que fazem vítimas tanto mulheres adultas quanto menores de idade. A Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive, tem alertado para o crescimento desse tipo de prática.

  • A misoginia aumenta a violência física e psicológica contra mulheres, ampliando a sensação de insegurança e restringindo sua liberdade de ir e de vir e colocando-as em estado de medo constante.

  • O Senado Federal aprovou o PL 896/23, que tem como objetivo criminalizar ações e discursos misóginos. O projeto aguarda, agora, tramitação na Câmara dos Deputados.

  • O aumento de casos de violência contra a mulher e de feminicídios é uma consequência da misoginia, que impacta também a segurança pública e a vida das mulheres vítimas desse tipo de preconceito.

  • Como sendo um problema de origem estrutural e histórica, a misoginia pode ser identificada ao longo da história da humanidade desde as civilizações mais antigas até as mais modernas.

O que é misoginia?

Misoginia é o ódio e a aversão às mulheres por causa do seu gênero. Essa é uma definição amplamente difundida e aceita, referida junto ao fato de a misoginia ser ancorada no sentimento de desprezo e nas atitudes hostis que são tidas com relação às pessoas do gênero feminino. Na literatura especializada, a misoginia é descrita como sendo o tipo de preconceito mais antigo do mundo, haja vista o histórico de inferiorização das mulheres em diferentes sociedades e civilizações do passado. A maneira como era feita a divisão de tarefas era uma forma de manifestação da misoginia, da mesma forma que a vocalização acerca de uma suposta inferioridade das mulheres entre pensadores e filósofos antigos.

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A palavra misoginia tem origem nos termos em grego miseó e gyné, que significam, respectivamente, “odiar” e “mulheres”. O aparecimento da palavra misoginia em dicionários e em publicações especializadas aconteceu pela primeira vez ainda no século XVII, mais precisamente em 1635, quando foi inclusa no Dicionário de Oxford. Contudo, um artigo|1| que analisa a misoginia a partir do viés psicanalítico, afirma que a primeira menção à misoginia é um pouco mais antiga e data de 1620. O termo foi usado na publicação Swetman arraigned (Swetnam, the Woman-hater, Arraigned by Women), elaborada como resposta a uma peça do panfletário inglês Joseph Swetnam em que o autor depreciava as mulheres.

Peça “Swetnam, the Woman-hater, Arraigned by Women”, a primeira a se referir ao ódio às mulheres como “misoginia”.
A peça Swetnam, the Woman-hater, Arraigned by Women é mencionada como a primeira a se referir ao ódio às mulheres como “misoginia”.

Quais são as causas da misoginia?

A desigualdade de gênero em que se apoia a estrutura da sociedade é uma das principais causas da misoginia. Nessa forma de organização, a figura masculina é central e está posicionada nos cargos mais altos da hierarquia política e econômica. Por muitos séculos, aliás, não era permitida a participação de mulheres nas discussões sobre a vida pública, tampouco tinham o direito de escolha através do voto.

Para além das instituições políticas e econômicas, questões históricas e culturais também contribuem, até os dias atuais, para a inferiorização da mulher no meio social e para a propagação de ideias misóginas. Pesam sobre esse fato os papéis preconcebidos de gênero, que ditam que os homens são provedores e trabalham para manterem as suas famílias, cabendo às mulheres as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos.

Os papéis tradicionais de gênero também influenciam o imaginário acerca dos estereótipos de gênero, que reforçam expectativas sobre como as mulheres devem se comportar, o que devem sentir e qual deve ser a sua aparência. Aquelas que vão contra tais concepções acabam sofrendo com ações misóginas, como discursos de ódio e comportamentos ofensivos, incluindo comentários inapropriados, assédio e agressão física e verbal.

A maneira como os estereótipos de gênero são reforçados na mídia e na vida cotidiana, o que contempla os contextos familiar, acadêmico e profissional, acabam por submeter as mulheres à misoginia muitas vezes velada, sem que ela perceba que comportamentos, falas ou ações possam ter origem nesse tipo de preconceito. Com isso, podemos afirmar que as causas da misoginia, bem como a sua manutenção e propagação no presente, são estruturais, históricas e culturais.

Confira também: Quais as possíveis formas de violência contra a mulher?

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Exemplos de misoginia

Os exemplos de misoginia são numerosos e crescentes, sendo esse um tema que vem ganhando mais projeção nas redes sociais e na mídia nos últimos anos. Essa forma de preconceito acomete mulheres a todo momento e em contextos muito diversos, e muitas das vezes acaba passando desapercebido. As “brincadeiras” inapropriadas que são feitas por cônjuges colocando a mulher em uma posição inferior e associando-as exclusivamente aos serviços domésticos, como se esse fosse seu único papel na relação a dois, é uma forma de discurso misógino naturalizado. Outro exemplo é o controle do corpo e dos comportamentos.

No ambiente de trabalho, não aceitar ordens de chefes ou de superiores pelo simples fato de serem mulheres, invalidar a opinião profissional de uma colega ou apenas aceitá-la após ser corroborada por um homem são igualmente exemplos de misoginia que são sutis em um primeiro momento, mas que contribuem para a propagação e para a escalada desse tipo de preconceito.

A objetificação da mulher, vendo-a como propriedade masculina e, por isso, inferior ao homem, com atribuições limitadas, é exemplo de misoginia. Da mesma maneira, invalidar todas as suas falas, opiniões e sentimentos apontando loucura, invenção ou delírios por parte da mulher são igualmente interpretados como forma de ação misógina. Até aqui, exemplificamos esse preconceito apenas mediante falas e comportamentos que foram gradativamente normalizados, e muitos não os percebem como misoginia de fato.

Existe a forma extrema de misoginia, que é aquela que resulta na violência física, sexual e psicológica da mulher. Ações como agressão física, abuso psicológico e abuso sexual, assim como culpabilizar as mulheres que são vítimas desse tipo de violência, dizendo que elas provocaram, ou que a sua vestimenta incitou o agressor a cometer tais atos, são misoginia. O feminicídio também é uma ação misógina extrema que corresponde ao assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres.

Misoginia, machismo e sexismo

A misoginia, o machismo e o sexismo são termos e fenômenos que apresentam correlação direta, mas que não podem ser compreendidos como sinônimos. Entenda melhor a diferença existente entre eles:

Misoginia

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Machismo

Sexismo

Ódio e preconceito que existem contra as mulheres em função do gênero. A misoginia é sustentada pelo machismo, sendo uma forma mais radical da sua expressão.

Ideia de que a mulher ocupa uma posição na sociedade que é inferior à do homem, reforçada pelos papéis tradicionais de gênero. É um tipo de sexismo.

Preconceito e discriminação que acontecem em função do gênero ou do sexo de um indivíduo com base nos estereótipos de gênero.

Misoginia na Internet

O anonimato que a Internet viabiliza torna os ambientes virtuais propensos à disseminação de ódio e preconceito, o que inclui os discursos e as atitudes misóginas contra mulheres e meninas, já que também vitima menores de idade. As redes sociais, os fóruns de discussão e os jogos online estão entre os espaços onde a discriminação de gênero acontece com maior frequência a despeito de mecanismos de moderação e denúncia disponibilizados pelos próprios provedores dos serviços.

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As ações misóginas na Internet vão além de comentários depreciativos a respeito das características físicas das mulheres ou que as desumanizem e objetifiquem, xingamentos e “piadas” inapropriadas. Incluem a divulgação de imagens íntimas não autorizadas (o chamado revenge porn), a criação de montagens que retratam mulheres seminuas, nuas ou em situações vexatórias e, com o avanço da inteligência artificial, a concepção de fotos e de vídeos falsos como forma de atacar, de ameaçar, de intimidar e de humilhar mulheres no meio digital.

A organização não governamental SaferNet, que recebe denúncias de crimes cometidos online, revelou que o segundo tipo de denúncia mais recebido pela plataforma é referente à misoginia e à violência contra mulheres, com 8.728 casos somente no ano de 2025. Entre 2024 e 2025, houve um aumento de quase 225% de denúncias de discriminação contra a mulher na Internet. Isso pode significar, sim, um aumento dos casos, mas mostra, sobretudo, que um maior número de mulheres ou de pessoas próximas se sentiram seguras para realizar tais denúncias.

Há centenas de canais em redes como o YouTube que propagam discursos de ódio contra as mulheres, e criadores desse nicho têm surgido em outras plataformas como o TikTok e o Instagram. Dados levantados pelo Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o NetLab UFRJ, mapearam ao menos 137 canais no YouTube que disseminavam esse tipo de conteúdo em 2024. Desses, 123 permaneciam ativos em 2026 somando mais de 23 milhões de usuários inscritos.

Como a misoginia afeta as mulheres?

As mulheres são afetadas pela misoginia todos os dias, e de diferentes maneiras. O fato de serem diminuídas, ridicularizadas, desacreditadas e mesmo controladas em contextos como o familiar ou profissional afeta profundamente o psicológico, a confiança e o bem-estar das mulheres. Situações como a de assédio, a de ameaça, a de intimidação e a de violência, direta ou indireta, acabam por restringir a sua liberdade de ir e de vir e por colocá-las em um estado de insegurança e de medo constantes, o que afeta a saúde física e mental. Nesse sentido, as mulheres têm a vida limitada por conta da misoginia, e determinados círculos sociais ou ambientes que pareciam seguros deixam de transmitir confiabilidade.

A saúde física das mulheres é afetada pela misoginia. A agressão e a violência física e sexual são maneiras através das quais é manifestado o ódio pelas mulheres, mas, além disso, a negligência médica derivada do descrédito de relatos, associando sintomas a questões emocionais, e a dificuldade em acessar determinados tratamentos ou procedimentos também contribuem para o declínio da saúde das mulheres. Essas constatações foram publicadas em uma reportagem|2| da Folha de S.Paulo sobre o tema.

Lei sobre a misoginia

O Brasil está em vias de aprovar uma lei que criminaliza a misoginia. O projeto de lei nº 896, de 2023 (PL 896/23), foi aprovado por unanimidade no Senado Federal no dia 24 de março de 2026, e aguarda, agora, a deliberação da Câmara dos Deputados. A proposta classifica as ações de cunho misógino como discriminação, e não mais como injúria e difamação. Por isso, as penas seguem aquelas que são previstas na Lei do Racismo (lei nº 7.716, de 1989).

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Não obstante o amplo apoio político e social, existem diversos grupos que se posicionaram contra a lei da misoginia utilizando argumentos como a limitação da liberdade de expressão e a banalização da Lei do Racismo. Ainda assim, o projeto está em andamento e pode ser colocado em votação a qualquer momento no plenário. Somente depois dessa etapa é que ele seguirá para a sanção presidencial, tornando-se, então, lei.

Misoginia é crime?

A misoginia pode se tornar crime no Brasil em breve, caso o PL 896/23 seja aprovado pela Câmara dos Deputados. A criminalização da misoginia tem como objetivo punir aqueles que praticam ou que divulgam discursos de ódio contra mulheres em lugares públicos, tipificando a misoginia propriamente dita e a injúria misógina|3|. A pena pode variar de 2 a 5 anos de reclusão e de multa.

Consequências da misoginia

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem alertado que a escalada da misoginia online é uma das maiores ameaças recentes à equidade de gênero, que é uma das metas para o desenvolvimento sustentável. Vê-se, com isso, que esse não é um problema que gera consequências isoladas, apenas para as mulheres que são vítimas diretas, mas impacta a sociedade de um modo geral. Como nos mostram os inúmeros exemplos no território brasileiro, o avanço da misoginia no meio digital reflete no mundo palpável e implica consequências graves para suas vítimas.

A misoginia aumenta a violência de gênero e acentua a proliferação de discurso de ódio nas redes sociais, ao mesmo tempo em que contribui para o crescimento dos casos de agressão física e verbal, do assédio e de comportamentos hostis com as mulheres. Isso provoca a piora da qualidade de vida e da saúde física e mental de mulheres adultas e, também, de crianças e de adolescentes do gênero feminino. A vida pessoal, profissional e acadêmica das mulheres é impactada pela misoginia com o medo e com a insegurança que são consequência direta do ódio que é direcionado a elas. Quando falamos em insegurança, tratamos, sobretudo, da ausência de proteção e do risco que as ações misóginas impõem à integridade física das mulheres.

O feminicídio é, também, uma consequência severa da misoginia. Por feminicídio, entende-se o assassinato de mulheres em função de seu gênero. Dados recentes estimam que mais de 51 mil mulheres e meninas foram vítima de feminicídio em 2023 em todo o mundo, e que, apesar disso, informações levantadas pelo Banco Mundial indicaram que somente 29 países possuem algum tipo de dispositivo legal que mencione o feminicídio, sendo um deles o Brasil. Os casos no território brasileiro escalaram de forma alarmante no último ano, tendo registrado 1.568 vítimas somente em 2025.

Veja também: Feminicídio — o assassinato de mulheres motivado pela desigualdade de gênero e pela discriminação da mulher

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Misoginia na história

A misoginia é considerada o preconceito mais antigo do mundo. Desde as primeiras sociedades organizadas, a divisão de tarefas entre homens e mulheres e o protagonismo masculino são aspectos em comum que se propagam através do tempo e do espaço.

Na Grécia Antiga, esperava-se a obediência feminina, e excluía-se a mulher da participação da vida pública. Por isso, o jornalista Jack Holland enfatiza que esse é o motivo pelo qual não se conhece as mulheres atenienses pelo nome. O mesmo autor fala sobre as representações misóginas das mulheres gregas e romanas, embora enfatize que as mulheres romanas tiveram participação mais ativa na sociedade.

Na Roma Antiga, o contrato matrimonial significava que o marido detinha o controle sobre a esposa, e elas tinham um papel muito bem definido que era o de ter filhos. Da mesma maneira que acontecia na Grécia, as mulheres não tinham permissão para participar diretamente da vida política.

Então, a limitação e a inferiorização das mulheres eram comuns em algumas das civilizações antigas. Elas estavam sob a autoridade de alguma figura masculina, como marido, pai ou irmão, e tinham como tarefa o cuidado com o lar. O controle das mulheres e das suas práticas se acentuou a partir do século XV, quando a expansão do poder político e religioso da Igreja pelo continente europeu resultou na perseguição das “bruxas”, como eram classificadas mulheres em situação de vulnerabilidade que possuíam conhecimento profundo sobre ervas medicinais e sobre tratamentos caseiros para problemas de saúde. Elas foram capturadas e mortas sob a acusação de feitiçaria, o que se repetiu nos Estados Unidos no século XVII, em Massachusetts.

Mesmo diante das transformações político-sociais que aconteciam no mundo ocidental, principalmente, os direitos das mulheres ficaram em segundo plano, mantendo-se uma hierarquia de gênero|4| que tinha como fundamento a estrutura patriarcal propagada há séculos. Questionamentos acerca dessa estrutura começaram a ser impostos a partir da Revolução Francesa de 1789 que, mesmo assim, manteve os papéis tradicionais de gênero e a ausência de direitos para as mulheres.

A garantia de direitos políticos para as mulheres aconteceu somente após o século XIX, e novas conquistas foram feitas posteriormente. Ainda assim, por se tratar de um problema de origem estrutural, a misoginia se mantém enraizada na nossa sociedade e é identificada na política, na cultura, na saúde e em outros segmentos da vida pública e privada.

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Notas

|1| MOTERANI, Geisa Maria Batista; CARVALHO, Felipe Mio de. Misoginia: a violência contra a mulher numa visão histórica e psicanalítica. Revista Avesso do Avesso, v. 14, n. 14, nov. 2016. Disponível em: https://feata.edu.br/revista-avesso-do-avesso/revista-avesso-do-avesso-v13/.

|2| OLIVEIRA, Geovana. De descrédito ao feminicídio, entenda como a misoginia afeta a saúde mental e física das mulheres. Folha de S.Paulo, 27 mar. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/03/de-descredito-ao-feminicidio-entenda-como-a-misoginia-afeta-a-saude-mental-e-fisica-das-mulheres.shtml.

|3| MOURA, Milka. Interromper ou esbarrar em mulheres vai virar crime? Postagens distorcem projeto que pune misoginia. Estadão, 27 mar. 2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/estadao-verifica/interromper-esbarrar-discutir-mulheres-crime-misoginia/.

|4| MAGALHÃES, Marcela. A origem da misoginia e seu uso como tecnologia de governo: do pós-Revolução Francesa à extrema direita contemporânea. Blog da Boitempo, 10 mar. 2026. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2026/03/10/misoginia-como-tecnologia-de-governo-do-pos-revolucao-francesa-a-extrema-direita-contemporanea/.

Fontes

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AGUIAR, Rodrigo Queiroz de; PELÁ, Márcia Cristina Hizim. Misoginia e violência de gênero: origem, fatores e cotidiano. Revista Sapiência, v. 9, n. 3, 2020. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/sapiencia/article/view/10842.

BORGES, Maria de Lourdes. Misoginia. Enciclopédia Mulheres na Filosofia, [s.d.]. Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/mulheresnafilosofia/teorias-feministas/misoginia/.

CRUZ, Elaine Patrícia. Denúncias de crimes cibernéticos crescem 28% em 2025, mostra Safernet. Agência Brasil, 10 fev. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-02/denuncias-de-crimes-ciberneticos-crescem-28-em-2025-mostra-safernet.

COSTA, Luanda. 90% dos canais misóginos identificados no YouTube em 2024 seguem ativos, aponta estudo. Desinformante, 20 mar. 2026. Disponível em: https://desinformante.com.br/90-dos-canais-misoginos-identificados-no-youtube-em-2024-seguem-ativos-aponta-estudo/.

HOLLAND, Jack. A Brief History of Misogyny: The World's Oldest Prejudice. Londres: Robinson, 2006.

REDAÇÃO. Saiba o que é misoginia; lei pode criminalizar discurso de ódio. Agência Brasil, 25 mar. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/saiba-o-que-e-misoginia-projeto-pode-criminalizar-discurso-de-odio.

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REDAÇÃO. Senado aprova criminalização da misoginia. Portal Institucional do Senado Federal, 25 mar. 2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/institucional/procuradoria/noticias/senado-aprova-criminalizacao-da-misoginia.

UN. UN Women sounds the alarm over online misogyny. United Nations, 24 jun. 2025. Disponível em: https://www.un.org/en/delegate/un-women-sounds-alarm-over-online-misogyny.

Definição do que é misoginia sobre fundo roxo.
Misoginia é o ódio ou aversão às mulheres.
Crédito da Imagem: Brasil Escola
Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.
Deseja fazer uma citação?
GUITARRARA, Paloma. "Misoginia"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/misoginia.htm. Acesso em 01 de abril de 2026.
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