Cetonas

As cetonas são compostos orgânicos, com um grupo carbonila (C=O) ligado a dois átomos de carbono, amplamente utilizados em indústrias devido às suas propriedades.

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As cetonas são compostos orgânicos que possuem um grupo carbonila (C=O) ligado a dois átomos de carbono. Elas são encontradas naturalmente em diversas substâncias, incluindo hormônios e feromônios, e são produzidas através de processos metabólicos no organismo. Por exemplo, a acetona, uma das cetonas mais simples, é um subproduto do metabolismo das gorduras e pode ser encontrada em pequenas quantidades no corpo humano. Além disso, elas se destacam na indústria, sendo amplamente utilizadas como solventes em produtos de limpeza, em tintas e em removedores de esmalte, devido à sua capacidade de dissolver uma grande variedade de substâncias.

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Leia também: Álcoois — compostos orgânicos que possuem um grupo funcional hidroxila (-OH) ligado a um ou mais carbonos saturados

Tópicos deste artigo

Resumo sobre cetonas

  • Cetonas são um grupo de compostos orgânicos com um grupo funcional carbonila (C=O) ligado a dois átomos de carbono.

  • A fórmula geral das cetonas é R1-CO-R2, na qual R1 e R2 são grupos alquila ou arila.

  • Exemplos comuns incluem a acetona (CH3COCH3) e a metiletilcetona (CH3COC2H5).

  • As propriedades das cetonas incluem alta inflamabilidade e solubilidade em solventes orgânicos.

  • São usadas na indústria de cosméticos, na indústria farmacêutica, na produção de plásticos e como solventes.

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  • Podem ser encontradas naturalmente nas frutas, nas plantas e no metabolismo humano.

  • As cetonas são produzidas sinteticamente por oxidação de alcanos e por reações de Friedel-Crafts.

  • Os riscos das cetonas à saúde incluem irritação respiratória e irritação da pele, além de potencial toxicidade hepática e renal.

  • Apresentam impacto ambiental se não descartadas adequadamente, podendo contaminar a água e o ar.

O que são cetonas?

As cetonas são uma classe de compostos orgânicos caracterizados pela presença de um grupo funcional carbonila (C=O) ligado a dois grupos alquila “R” (cadeias de carbono e hidrogênio) ou arila “R`” (anéis aromáticos). Em outras palavras, são moléculas que contêm uma carbonila entre outros dois átomos de carbono (RCOR`), conforme dispõe a representação genérica abaixo:

Representação genérica das cetonas.

Propriedades das cetonas

No que tange às propriedades das cetonas, podemos destacar as que ajudam a distingui-las de outros compostos carbonilados, bem como as que conferem características intrínsecas deste grupo funcional, como:

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  • Polaridade: São compostos polares devido ao grupo carbonila, que tem uma distribuição desigual de carga elétrica. Essa polaridade faz com que elas tenham interações dipolo-dipolo mais fortes comparadas aos compostos apolares de massa molecular semelhante.

  • Solubilidade: As cetonas menores são solúveis em água devido à sua polaridade, mas a solubilidade diminui à medida que as cadeias carbônicas aumentam.

  • Ponto de ebulição: Possuem pontos de ebulição mais altos do que os alcanos de peso molecular similar, mas geralmente mais baixos do que os álcoois. Por exemplo, a acetona (propanona) tem um ponto de ebulição de cerca de 56°C, enquanto o propano tem um ponto de ebulição de -42°C.

  • Odor: Muitas cetonas têm odores distintos e agradáveis. A acetona, por exemplo, tem um cheiro doce e frutado, e a framboesa-cetona contribui para o aroma característico de framboesas.

  • Reatividade química: O grupo carbonila (C=O) é altamente reativo. Essa reatividade permite que as cetonas participem de diversas reações químicas, e um exemplo disso é que elas podem ser reduzidas a álcoois secundários ou reagir com nucleófilos para formar cetais.

Classificação das cetonas

As cetonas podem ser classificadas de várias maneiras, principalmente com base na estrutura dos grupos que estão ligados à carbonila (C=O). Sendo assim, conforme dispõe as regras da Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada), temos a seguinte classificação:

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Classificação das cetonas quanto aos grupos ligados à carbonila

  • Cetonas alifáticas: Têm somente grupos alquila ligados à carbonila, ou seja, não possui o anel aromático (benzeno). Além disso, elas podem ser lineares ou ramificadas, mas não cíclicas. Exemplo: acetona (propanona)​.

Estrutura química da acetona, uma das cetonas alifáticas.

  • Cetonas aromáticas: Possuem pelo menos um grupo arila (Ar) ligado à carbonila, ou seja, um radical aromático. Exemplo: acetofenona.

Estrutura química da acetofenona, uma das cetonas aromáticas.

Importante: Nesse caso, se tiver somente um grupo aromático como radical, como no exemplo acima, ela poderá ser classificada também como mista, conforme será explicado a seguir.

  • Cetonas mistas: Os grupos ligados ao grupo carbonila são diferentes. Exemplo: propiofenona (um grupo arila e um grupo alquil​a).

Estrutura química da propiofenona, uma das cetonas mistas.

Classificação das cetonas quanto à disposição das cadeias dos radicais

  • Cetonas alicíclicas: A carbonila está ligada a átomos de carbono que fazem parte de um anel alicíclico, ou seja, um anel de átomos de carbono que não contém átomos de outros elementos e não é aromático. Exemplo: ciclopentanona.

Estrutura química da ciclopentanona, uma das cetonas alicíclicas.

  • Cetonas simétricas: Ambos os grupos ligados ao grupo carbonila são iguais. Caso contrário, será assimétrica. Exemplo: propan-3-ona (dois grupos etila -CH2CH3).

Estrutura química da propan-3-ona, uma das cetonas simétricas.

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Nomenclatura das cetonas

Embora algumas cetonas tenham nomes triviais, como a acetona, a nomenclatura desse grupo segue regras específicas estabelecidas pela Iupac para garantir que o nome de cada composto químico seja único e descreva claramente sua estrutura. Diante disso, devemos seguir alguns passos para nomeá-las de forma sistemática:

1. Identificação da cadeia principal (quando a cadeia é ramificada)

Primeiro, identifique a cadeia carbônica mais longa que contém o grupo carbonila (C=O). Essa será a cadeia principal. Caso a cadeia não seja ramificada, pule esta etapa. Exemplo:

Exemplo de cetona com cadeia ramificada para explicar a nomenclatura das cetonas.

2. Numeração da cadeia

Numere os átomos de carbono da cadeia principal, começando pelo extremo mais próximo do grupo carbonila. Além disso, o carbono do grupo carbonila deve ter o menor número possível.

Carbonos da cadeia principal de uma cetona numerados para explicar a nomenclatura das cetonas.

3. Nome da cadeia principal

Determine o nome da cadeia principal baseada no número de carbonos, usando os prefixos usuais.

Nº de carbonos

Prefixo

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1

Met-

2

Et-

3

Prop-

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4

But-

5

Pent-

6

Hex-

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7

Hept-

8

Oct-

9

Non-

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10

Dec-

No nosso exemplo, temos cinco átomos de carbono, portanto, o prefixo será “pent”. Além disso, como a cadeia principal apresenta apenas saturações (ligações simples), acrescenta-se o infixo “an”, ficando: “pentan”.

4. Sufixo “-ona”

Substitua o sufixo “-o” do alcano correspondente pelo sufixo “-ona” para indicar a presença do grupo carbonila. Por exemplo, caso fosse um alcano, o nome seria “pentano”, mas nesse caso fica “pentanona”;

5. Indicação da posição da carbonila

Depois, indique a posição do grupo carbonila na cadeia principal, colocando um número entre o nome da cadeia e o sufixo “-ona”. Este número corresponde ao carbono da cadeia principal ao qual o grupo carbonila está ligado.

Posição da carbonila na cadeia principal de uma cetona indicada para explicar a nomenclatura das cetonas.

6. Radicais e grupos substituintes

Se houver grupos ou radicais substituintes ligados à cadeia principal, nomeie-os e indique suas posições com números apropriados. Exemplo:

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Cetona com radicais substituintes ligados à cadeia principal para explicar a nomenclatura das cetonas.

Nesse caso, a cadeia principal possui 8 átomos de carbono. Sabendo disso, devemos numerá-la e fazer a identificação dos grupos substituintes.

Cetona com radicais substituintes ligados à cadeia principal identificados para explicar a nomenclatura das cetonas.

Ao escrever o nome do composto, devemos lembrar que os substituintes seguem em ordem alfabética. Diante disso, temos:

5-etil-7-metil-octan-3-ona

Obtenção das cetonas

A obtenção de cetonas pode ser realizada através de vários métodos tanto em laboratório quanto na indústria. Contudo, neste tópico, iremos falar apenas dos dois principais, os quais são a oxidação de álcool secundário e a acilação de Friedel-Crafts. Em vista disso, veja a seguir como cada deles ocorre:

Obtenção das cetonas por oxidação de álcool secundário

Este é um dos métodos mais comuns, visto que a oxidação de álcoois secundários leva à formação de cetonas, conforme dispõe a seguinte equação geral:

R2CHOH RCOR + H2O

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Nessa reação o reagente oxidante comumente usado inclui permanganato de potássio (KMnO4​) e o dicromato de sódio (Na2Cr2​O7​).

  • Exemplo:

Produção de propanona a partir do álcool propan-2-ol.

Produção de propanona a partir do álcool propan-2-ol, exemplo de obtenção das cetonas.

Obtenção das cetonas por acilação de Friedel-Crafts

A reação de acilação de Friedel-Crafts é usada para sintetizar cetonas aromáticas. Nesse sentido, um cloreto de acila reage com um composto aromático na presença de um catalisador ácido de Lewis (geralmente cloreto de alumínio, AlCl3​).

  • Exemplo:

Produção de acetofenona a partir de benzeno e cloreto de acetila.

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C6H6 + CH3COCl → C6H5COCH3 + HCl

Produção de acetofenona a partir de benzeno e de cloreto de acetila, exemplo de obtenção das cetonas.

Aplicação das cetonas

Quanto às aplicações, as cetonas são utilizadas em diversas indústrias, desde a farmacêutica até a de cosméticos, passando por plásticos e solventes e por alimentos e bebidas.

As cetonas são excelentes solventes para muitas substâncias orgânicas e são amplamente usadas em processos industriais. Um grande exemplo disso é a acetona, utilizada para dissolver plásticos e fibras sintéticas, remover esmalte de unhas e limpar equipamentos de laboratório.

Manicure limpando o esmalte das unhas de uma cliente com acetona, uma das principais aplicações das cetonas.
A acetona é amplamente usada nos salões como removedor de esmalte de unhas.

Além disso, são reagentes úteis em sínteses orgânicas, como reações de adição nucleofílica, oxidações e reduções. Acrescenta-se, ainda, que, devido às suas propriedades solventes, elas também são usadas em produtos de limpeza para remover gorduras, óleos e outros resíduos. Como exemplo disso, temos a metiletilcetona, usada em limpadores industriais para limpar superfícies metálicas e outros materiais.

Outras aplicações incluem o fato de que são usadas na fabricação de polímeros e de plásticos devido à sua capacidade de dissolver certos tipos de materiais e de participar de reações químicas que formam polímeros. Ademais, são úteis como intermediários ou componentes ativos na síntese de medicamentos, como por exemplo, a progesterona, utilizada na produção de hormônios e de esteroides. Por fim, também são usadas no setor de cosméticos e no setor alimentício. Nesses dois últimos casos, temos a acetofenona, usada em perfumes e em colônias, além de, também, poder ser aplicada como aromatizante em alimentos e em bebidas.

Risco das cetonas

Apesar de suas inúmeras aplicações, as cetonas também apresentam alguns riscos à saúde e ao meio ambiente. Por isso, é importante estar ciente desses riscos para manuseá-las e usá-las com segurança. Pensando nisso, destacamos alguns pontos a serem considerados:

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  • Inflamabilidade: Muitas cetonas são altamente inflamáveis e podem formar misturas explosivas com o ar. Por exemplo, a acetona tem um ponto de fulgor baixo (-20°C), o que significa que pode pegar fogo facilmente à temperatura ambiente. De forma semelhante, a metiletilcetona também é inflamável e pode formar vapores que são explosivos quando misturados com o ar.

  • Exposição: Podem causar diversos problemas de saúde, especialmente quando inaladas, ingeridas ou colocadas em contato com a pele. A inalação prolongada dos vapores de cetonas como a acetona e a metiletilcetona pode causar irritação nos olhos, no nariz e na garganta, além de tonturas, de dor de cabeça e de náusea. O contato com a pele pode resultar em irritação e em ressecamento, enquanto a ingestão pode levar à dor abdominal, à náusea, ao vômito e, em casos graves, a danos ao fígado e aos rins.

  • Impacto ambiental: Podem contaminar fontes de água se despejadas inadequadamente, afetando a vida aquática. Além disso, a evaporação dessas substâncias no ar pode contribuir para a poluição atmosférica e para a formação de ozônio troposférico, que é prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente.

Cetonas x aldeídos

Cetonas e aldeídos são duas diferentes classes de compostos orgânicos que compartilham algumas características em comum, como a presença da carbonila (C=O). Contudo, a diferença fundamental entre elas está na posição do grupo funcional. Enquanto, nas cetonas, a carbonila está ligada a dois grupos alquila ou arila, ou seja, está situada no meio da cadeia carbônica, nos aldeídos, ela está ligada a pelo menos um átomo de hidrogênio, ou seja, está na extremidade da cadeia carbônica. Nesse contexto, para uma melhor compreensão das diferenças e das semelhanças entre esses dois grupos, organizamos, no quadro abaixo, algumas informações sobre as principais características deles:

Característica

Cetonas

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Aldeídos

Grupo funcional

Carbonila (C=O) entre dois grupos alquila/arila

Carbonila (C=O) na extremidade da cadeia

Fórmula geral

R-CO-R'

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R-CHO

Exemplo Comum

Propanona (Acetona) CH3COCH3

Etanal (Acetaldeído) CH3CHO

Ponto de ebulição

Geralmente, mais alto devido às interações intermoleculares

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Geralmente, mais baixo

Solubilidade em água

Solúveis, especialmente os de baixo peso molecular

 

Solúveis, especialmente os de baixo peso molecular

 

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Reatividade à oxidação

Menos reativas

Mais reativos (oxidam-se a ácidos carboxílicos)

Redução

Reduzem-se a álcoois secundários

Reduzem-se a álcoois primários

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Usos comuns

Solventes, produção de polímeros e fabricação de plásticos

Resinas, desinfetantes e intermediários químicos

Nomenclatura

Terminação “-ona” (Ex.: propanona)

Terminação “-al” (Ex.: etanal)

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Composto mais simples

 

Composto mais simples das cetonas.

 

Composto mais simples dos aldeídos.

 

Portanto, nota-se que as cetonas e os aldeídos possuem propriedades parecidas, como polaridade e participação em reações químicas. No entanto, a diferença estrutural influencia suas reatividades e suas propriedades físicas, com aldeídos sendo mais reativos e geralmente possuindo pontos de ebulição mais baixos do que cetonas de massas moleculares semelhantes.

Exercícios resolvidos sobre cetonas

Questão 1

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(UFPR) O aroma das flores é uma combinação de diversas substâncias orgânicas voláteis. Para cada flor, uma combinação específica de substâncias voláteis determina o aroma característico. A seguir, estão apresentadas algumas substâncias orgânicas presentes no aroma de algumas flores comuns.

Substâncias orgânicas presentes no aroma de algumas flores comuns em questão da UFPR sobre cetonas.

(Fonte: http://www.compoundchem.com. Acessado em 25/07/2017.)

A função cetona está presente nas substâncias que compõem o aroma de:

A) cravos apenas.

B) jacintos e lírios.

C) violetas e rosas.

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D) rosas e lírios.

E) cravos, jacintos, lírios, violetas e rosas.

Resolução:

Alternativa C.

Primeiro, devemos lembrar que as cetonas são caracterizadas pela presença de uma carbonila (C=O) entre dois carbonos. Posto isso, ao analisarmos os compostos apresentados, somente o α-lonona e o β-Damascenona, correspondentes aos aromas de violetas e de rosas, respectivamente, possuem o grupamento carbonila e especificamente entre carbonos.

Questão 2

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(Fatec) Na indústria de alimentos, sua aplicação mais importante relaciona-se à extração de óleos e gorduras de sementes, como soja, amendoim e girassol. À temperatura ambiente, é um líquido que apresenta odor agradável, e muito utilizado como solvente de tintas, vernizes e esmaltes. Trata-se da cetona mais simples.

O nome oficial e a fórmula molecular da substância descrita pelo texto acima são, respectivamente:

A) butanal e C4H8O

B) butanona e C4H7OH

C) etanona e C2H4O

D) propanal e C3H6O

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E) propanona e C3H6O

Resolução:

Alternativa E.

O texto menciona que a substância em questão se trata da cetona mais simples. Com base nisso, devemos lembrar que uma cetona deve ter no mínimo três carbonos, já que a carbonila fica localizada entre dois átomos de carbono. Logo, para três carbonos, o prefixo do nome deve ser “prop-”, nos permitindo eliminar as alternativas A, B e C. Além disso, por se tratar de uma cetona, o nome da substância tem que ter “ona” no final, e assim também eliminamos a alternativa D. Por fim, temos a nossa resposta: a propanona com fórmula molecular C3H6O.

Fontes

ATKINS, P.; JONES, L.; LAVERMAN, L. Os aldeídos e as cetonas. In: Princípios de Química: Questionando A Vida Moderna e o Meio Ambiente. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. p. 801–802.

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ELZAGHEID, M. Chapter 5 Aldehydes and Ketones. In: Organic Chemistry. [s.l: s.n.]. p. 62–70.

GUO, H. et al. Advances in the synthesis and applications of raspberry ketone: A review. Flavour and Fragrance Journal, v. 36, n. 6, p. 615–625, 2021.

MARGOLIS, L. M.; O’FALLON, K. S. Utility of Ketone Supplementation to Enhance Physical Performance: A Systematic Review. Advances in Nutrition, 2020.

MISRA, S.; OLIVER, N. S. Utility of ketone measurement in the prevention, diagnosis and management of diabetic ketoacidosis. Diabetic Medicine, 2015.

MOLONEY, M. G. Reactions of aldehydes and ketones and their derivatives. In: Organic Reaction Mechanisms 2020. [s.l: s.n.]. p. 1–45.

REIS, M. Cetonas. In: Química 3. 1. ed. São Paulo: Editora Ática, 2013. v. 1p. 102–105.

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SHAHABUDDIN, S.; MUKHERJEE, N.; GAUR, R. Introduction to Dehydrogenation Reactions of Organic Compounds. In: Chemistry of Dehydrogenation Reactions and Its Applications. [s.l: s.n.]. p. 1–12.

SOLOMONS, T. G.; FRYHLI, C. B.; SNYDER, S. A. Aldeídos e Cetonas. In: Química Orgânica, Volume 2. 12. ed. Rio de Janeiro/RJ: GEN, 2018. p. 146–150.

WADE, L. G. Cetonas y aldehidos. In: Quimica organica. [s.l: s.n.]. v. 4p. 831.  

Químico manuseando em laboratório um vidro com acetona, o tipo mais comum das cetonas.
A acetona, tipo mais comum das cetonas, é comumente usada como solvente nos laboratórios de pesquisa.
Crédito da Imagem: Shutterstock.com
Escritor do artigo
Escrito por: Jhonilson Pereira Gonçalves Graduado em ciências licenciatura/química (UEMA), mestre em química (UFMA) e pós-graduado em metodologia do ensino de física e química. Possui experiência na área da educação como professor do ensino fundamental ao superior.
Deseja fazer uma citação?
GONçALVES, Jhonilson Pereira. "Cetonas"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/quimica/cetonas.htm. Acesso em 03 de fevereiro de 2026.
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Videoaulas


Lista de exercícios


Exercício 1

Dê o nome das seguintes cetonas:

a)

Exemplo de cetonas.

b)

Exemplo de cetonas.

c)

Exemplo de cetonas.

d)

Exemplo de cetonas.

e)

Exemplo de cetonas.

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Exercício 2

(UFRJ-modificada) A banana e a maçã escurecem quando são descascadas e guardadas por algum tempo. A laranja e o tomate não escurecem, por não possuírem a substância orto-hidroquinona. Para evitar o escurecimento, a sabedoria popular manda colocar gotas de limão sobre as bananas e maçãs cortadas, pois o ácido cítrico, contido no limão, inibe a ação da enzima, diminuindo a velocidade da seguinte reação:

Estrutura da cetona orto-hidroquinona

a) Explique por que a salada de frutas não escurece quando contém laranja.

b) Diga a que função química pertence a orto-benzoquinona.

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Exercício 3

(UFRJ) A cânfora, substância obtida da árvore de mesmo nome encontrada no Oriente e na América do Sul, e usada para fins medicinais, apresenta a seguinte fórmula estrutural:

a)Qual o grupamento funcional presente na cânfora?

b)Quantos radicais metila estão presentes na cânfora?

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Exercício 4

(U. Católica de Salvador – BA) A cetona é um composto carbonílico com 3 átomos de carbono e cadeia saturada. Sua fórmula molecular é:

a) C3H6O

b) C3H7O

c) C3H8O

d) C3H8O2

e) C3H8O3

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