Na noite desta quarta-feira, 25 de junho, a Venezuela foi atingida por um segundo terremoto de magnitude 7,5, o segundo registrado na história do país. O primeiro abalo sofrido aconteceu 40 segundos antes e foi de magnitude 7,2, já o quarto maior registrado no país sul-americano.
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A estimativa de magnitude do terremoto é dada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Segundo o professor de Geografia do Curso Anglo, Sebastian Fuentes, normalmente grandes terremotos são seguidos por ondas de tremores ao longo dos dias, por isso é possível que a Venezuela ainda sinta abalos nos próximos dias.
O epicentro do terremoto aconteceu na cidade de San Felipe, no estado de Yaracuy, cerca de 280 quilômetros de Caracas. O USGS estima que foram deixadas mais de 160 vítimas fatais e quase mil feridos, o professor acredita que esse número ainda pode crescer.
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Consequências de um terremoto
Sebastian explica que as consequências deixadas por um terremoto, especialmente os de alta magnitude, dependem do preparo do país para fenômenos como este.
A princípio, o professor aponta que terremotos causam desabamentos de estruturas civis, que levam à morte de pessoas. No entanto, efeitos prolongados são variados de acordo com o preparo dos países.
O exemplo dado por Sebastian é o rápido amparo que o Japão tem a terremotos, assim diminui o número de mortes. Em comparação, o professor apresenta o caso do Haiti, que foi devastado por um terremoto de magnitude 7, em 2010, deixando mais de 300 mil mortos.
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Além disso, os terremotos também causam danos às estruturas urbanas, como sistema de saneamento básico e energia.
"Isso pode levar a doenças que serão facilmente evitáveis, como cólera e etc., já que as pessoas precisam de água potável para poder abastecer. Claramente isso depende da resposta do governo e precisamos ainda ver se de fato essas estruturas".
Sebastian Fuentes
Conheça mais sobre o terremoto que aconteceu em Fukushima, no Japão.
Terremotos no Brasil
Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), os tremores foram sentidos nas capitais de quatro estados brasileiros: Pará, Amazonas, Roraima e Amapá.
O autor de Geografia do Sistema de Ensino pH, Aluísio de Araújo Costa Junior, explica que o Brasil é situado em uma posição central da Placa Sul-Americana. No entanto, essa localização não impede que os abalos sejam sentidos no país.
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Aluísio aponta que, "quando acontecem, são resultado de vibrações oriundas de tremores no Pacífico ou Caribe e podem ser gerados por acomodações de falhas antigas."