Super El Niño: entenda o que é o fenômeno, causas e consequências, segundo especialistas
Super El Niño: entenda o que é o fenômeno, causas e consequências, segundo especialistas
Fique por dentro também de como o tema El Niño pode cair nas provas do Enem e vestibulares
Em 16/06/2026 14h42
, atualizado em 17/06/2026 14h23
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O El Niño 2026-2027 foi oficialmente confirmado pelo Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) no último dia 11.
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Nesta terça-feira, 16 de junho, a MetSul Meteorologia alertou que o fenômeno ganha força de forma rápida e deve atingir o patamar de Super El Niño já no trimestre entre julho e setembro.
O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes do que o normal, conceitua Samantha Fechio, doutora em Ensino de Ciências e especialista pedagógica na Arco Educação. Ela explica que como os oceanos influenciam no clima do planeta, esse aquecimento provoca a alteração no regime de chuvas e temperaturas em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil.
Quando o aquecimento é muito intenso, os efeitos podem ser mais fortes, aumentando a frequência de situações climáticas extremas como ondas de calor, secas e enchentes.
O Super El Niñoé uma versão extremamente forte do El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal e muito intenso das superfícies das águas do Oceano Pacífico Equatorial, superando em mais de 2ºC a temperatura média histórica, afirma André Ferretti, gerente sênior de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).
O El Niño em si é um fenômeno cíclico e irregular, podendo acontecer de forma natural em intervalos de dois a sete anos, e que pode durar por um período de 7 a 18 meses, especifica André.
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Aluísio de Araújo Costa Junior, professor de Geografia, explica que o fenômeno está associado ao enfraquecimento dos ventos alísios, que altera a circulação atmosférica no Pacífico Equatorial. "Essa mudança interfere diretamente na distribuição de calor e umidade no planeta, invertendo padrões climáticos e gerando impactos significativos em diferentes regiões", afirma.
Fique por dentro do que a ciência diz sobre o Super El Niño no vídeo abaixo:
Causas e consequências do Super El Niño
Segundo André Ferretti, o superaquecimento da superfície das águas do Oceano Pacífico na região da linha do Equador redistribui grandes quantidades de calor na atmosfera que, somado ao aquecimento global, provoca eventos climáticos extremos em todo o planeta.
Com eventos severos e duradouros, ocorrem chuvas extremas com enchentes e deslizamentos em algumas regiões, secas extremas e déficit hídrico em outras. Além de ondas de calor e chuvas irregulares, lista Ferretti.
Desafios e impactos do Super El Niño
O Super El Niño evidencia desafios relacionados à infraestrutura urbana, uma vez que o sistema de drenagem das cidades não suporta o excesso no volume de água das grandes tempestades causando enchentes e inundações, destaca André.
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Entre outros desafios e impactos, o especialista elenca:
Resgate e assistência de desabrigados e atingidiso por eventos climáticos extremos;
Impactos econômicos devido à quebra da safra agropecuária e destruição da infraestrutura como casas, estradas e pontos, etc.
Entre as regiões brasileiras, as consequências se diferenciam:
Norte e Nordeste: secas mais intensas;
Centro-Oeste e Sudeste: ondas de calor e chuvas irregulares;
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Especialistas Samantha Fechio (Arco Educação), André Ferretti (Fundação Grupo Boticário) e Aluísio de Araújo Costa Junior (Sistema de Ensino pH).
Créditos: Divulgação.
Qual a diferença entre El Niño, La Ninã e Super El Niño?
Enquanto o El Niño é quando o Oceano Pacífico fica mais quente do que o esperado, a La Niña é quando o Pacífico fica mais frio que o normal, afirma Samantha Fechio. Já o Super El Niño é uma forma mais intensa do aquecimento que ocorre no El Niño, com consquências mais graves.
Como o El Niño pode cair nas provas do Enem e vestibulares?
O El Niño pode cair em provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares em questões contextualizadas e interdisciplinares.
Segundo Samantha, as bancas das avaliações costumam relacionar o fenômeno com problemas ambientais, agricultura, eventos extremos e mudanças climáticas:
aquecimento das águas do Pacífico
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relação entre El Niño e La Niña
possibilidade de secas no Norte e Nordeste
alterações na produção agrícola
crises hídricas e enchentes
ondas de calor
incêndios florestais
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A educadora enfatiza que assim como qualquer assunto não basta apenas o estudante decorar conceito e sim, compreender o processo. Nesse sentido, é interessante saber como o fenômeno acontece, suas consequências para o ambiente e seres vivos, diferenciar de outros fenomômenos.
Ela sugere os candidatos realizarem exercícios sobre a temática de provas anteriores, elaborar esquemas e mapas mentais para estrutura cognitivamente a aprendizagem.