Mpox no Brasil: entenda o que é a doença, sintomas e como acontece a transmissão, segundo médica
Mpox no Brasil: entenda o que é a doença, sintomas e como acontece a transmissão, segundo médica
Médica infectologista responde às principais dúvidas sobre a mpox
Em 02/03/2026 16h37
, atualizado em 02/03/2026 16h38
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A Mpox, antigamente chamada de varíola dos macacos, teve registro de 88 casos neste ano até o dia 20 de fevereiro, segundo dados do Ministério da Saúde. A pasta reforça que o cenário atual da doença no Brasil não indica, neste momento, situação de crise.
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Em 2022, ano em que começou a circular no país, a mpox teve seu maior pico de casos (mais de 10 mil no Brasil). Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos, com investigação epidemiológica e rastreamento de contatos.
A doença é provocada pelo vírus Monkeypox (mpox) e pode ser transmitida pelo contato com a pessoa infectada ou por meio de material contaminado, como toalhas e roupas de cama. Entre seus principais sintomas estão febre, lesões na pele e dor muscular.
O Brasil Escola conversou com Vanessa Lentini, infectologista do Hospital Santa Marcelina, que explica as principais dúvidas a respeito da mpox.
A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é uma zoonose causada pelo vírus Monkeypox (mpox) e caracterizada por erupções cutâneas ou lesões na pele que geralmente se concentram no rosto, nas palmas das mãos e nas solas dos pés, conceitua a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
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A transmissão da mpox acontece por meio do contato direto com pessoas infectadas, seja por gotículas de curto alcance ao falar ou respirar, contato pele com pele ou por meio de objetos e superfícies contaminadas.
"Pessoas com mpox são infecciosas até que todas as lesões formem crostas e caiam, revelando nova pele. A transmissão pode ocorrer enquanto as lesões nos olhos, boca, garganta, vagina e ânus não cicatrizarem, o que geralmente leva de duas a quatro semanas"
Vanessa Lentini - Infectologista
Vanessa Lentini, infectologista do Hospital Santa Marcelina.
Crédito: Divulgação.
Segundo o Ministério da Saúde, o tempo entre o contato inicial com o vírus até o começo dos sintomas (período de incubação) é, em média, de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
A confirmação do diagnóstico da mpox é realizada por meio de exames laboratoriais, como testes moleculares e sequenciamento genético. Vanessa reforça que todo caso suspeito deve passar por análise específica.
Sintomas da mpox
Entre os sintomas da mpox, o mais comum é a erupção cutânea que parece bolhas ou feridas, as quais possuem duração de duas a quatro semanas no corpo humano. Outros sintomas são:
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Febre
Dor de cabeça
Dores musculares
Gânglios inchados
Vanessa Lentini enfatiza que as lesões podem aparecer na boca, garganta, ânus, reto, vagina ou olhos. Em algumas pessoas pode haver o desenvolvimento de inflamação no reto, com dor intensa, ou nos órgãos genitais, dificuldade na saída da urina. A quantidade de feridas varia de caso a caso, pontua a médica.
Sintomas da mpox.
Crédito: Ministério da Saúde.
Como prevenir a mpox?
Entre as recomendações de prevenção e redução do risco de infecção da mpox, compartilhadas por Vanessa Lentini, estão:
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✅ Use máscara, especialmente se a pessoa infectada tiver lesões na boca ou estiver tossindo;
✅ Evite contato pele a pele e use luvas descartáveis se precisar tocar as lesões;
✅ Use máscara ao manusear vestimentas ou roupas de cama da pessoa doente;
✅ Lave regularmente as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel, especialmente após contato com uma pessoa infectada;
✅ Roupas, lençóis, toalhas, talheres e pratos dos infectados devem ser lavados com água morna e detergente;
✅ Limpe e desinfete superfícies contaminadas e descarte resíduos de forma adequada.
Qual é o tratamento para a mpox?
O tratamento para a mpox é realizado com cuidados de suporte com foco no alívio dos sintomas, prevenção das complicações e redução do risco de sequelas, afirma Vanessa.
Segundo a infectologista, não há medicamento específico aprovado exclusivamente para o tratamento da mpox.
"Os sintomas da mpox geralmente desaparecem por conta própria, sem necessidade de tratamento. É importante cuidar das erupções cutâneas, deixando-as secar ou cobrindo-as com curativos úmidos. Evite tocar em feridas na boca ou nos olhos, e utilize enxaguantes bucais e colírios conforme necessário, evitando produtos com cortisona"
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Tem vacina para a mpox?
Existe vacina para a mpox e, no Brasil, a imunização está disponível para pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença:
✅ Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade igual ou superior a 18 anos; e com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
✅ Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), de 18 a 49 anos de idade.