Dia da Educação Ambiental: professores utilizam aula campo para formar consciência ambiental desde a infância
Dia da Educação Ambiental: professores utilizam aula campo para formar consciência ambiental desde a infância
Professores de 24 cidades do Ceará participam de iniciativa que coloca crianças em contato direto com natureza.
Em 26/01/2026 12h57
, atualizado em 26/01/2026 13h00
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Comemorado nesta segunda-feira, 26 de janeiro, o Dia Mundial da Educação Ambiental tem o intuito de conscientizar sobre a urgência de proteger o meio ambiente por meio da educação. A partir desse princípio, professores cearenses apostam na educação ambiental dentro e fora das salas de aula.
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Por meio de uma abordagem multidisciplinar, a educação ambiental envolve, além de ações escolares, atividades que trazem famílias para discutir a preservação. A articulação é uma iniciativa realizada pelo Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos da Região Metropolitana B (CPMRS-RMB) em parceria com o Grupo Eureka, e agora conta com outros dois consórcios e mais de 800 professores com formações voltadas à sustentabilidade.
O material didático da coleção Sustentabilidade, do Grupo Eurelka, é utilizado com alunos do 3º ao 5º do ensino fundamental para abordar questões ligadas à gestão de resíduos sólidos, com foco em coleta, tratamento e destinação final. Além disso, também são disponibilizados materiais digitais que apresenta de forma lúdica a importância do reaproveitamento de materiais.
O projeto é realizado em 24 municípios do Ceará: Chorozinho, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maranguape, Ocara, Pacajus, Acaraú, Barroquinha, Bela Cruz, Camocim, Chaval, Cruz, Granja, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Marco, Martinópole, Morrinhos, Novo Oriente, Ararendá, Independência, Ipaporanga e Crateús.
Alunos do projeto Adote uma Árvore.
Crédito: Divulgação
O professor e educador ambiental Fernando Bessa liderar o projeto Adote uma Árvore, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, que utiliza do espaço do Parque Ecológico Renato Braga para colocar crianças do ensino fundamental em contato direto com o plantio de uma muda. Os alunos, além de colocarem a mão na terra e aprenderem sobre o solo, podem acompanhar o desenvolvimento, ao longo do tempo, da muda que ajudaram a plantar.
A iniciativa também envolve a comunidade, ao reunir alunos em pontos estratégicos da cidade para conversar com moradores sobre preservação ambiental e mudanças climáticas. Bem como inclui as famílias dos alunos na coleta de materiais recicláveis para as oficinas de brinquedos.
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“Quando os pais e/ou responsáveis participam das atividades, o aprendizado não fica restrito à escola. As crianças levam o que aprendem para casa, compartilham esse conhecimento e passam a aplicar no dia a dia, o que fortalece a construção de novos hábitos”, explica o professor.
Alunos acompanham o plantio e desenvolvimento de um baobá.
Crédito: Divulgação.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental e Quilombola Maria Teodora Evangelista Costa, no distrito de Queimadas, em Horizonte, promoveu uma ação de plantio de um baobá — árvore de origem africana e símbolo de ancestralidade, resistência e coletividade.
A atividade foi conduzida pela professora Francisca Marinalva e permitiu que os alunos tivessem contato com plantio, da rega e acompanhando, dia após dia, o desenvolvimento da árvore. A empolgação gerada nos alunos pela atividade levou à implementação de uma horta coletiva junto às turmas do 1º ao 3º ano.
Além disso, também foram realizadas coleta seletiva, oficinas com materiais recicláveis e rodas de conversa sobre sustentabilidade. “Foi bonito ver que eles, mesmo tão pequenos, passaram a perceber o próprio papel na preservação do ambiente. Foi realmente gratificante ver que a semente do saber e da curiosidade está sendo plantada”, conta a educadora.
Chorozinho: sustentabilidade integrada à rotina escolar
Alunos utilizando materiais reaproveitados para atividade artística.
Crédito: Divulgação.
Trazer situações do cotidiano e ensinar sobre como identificar e separar cada tipo de resíduo é a forma com que a Escola de Ensino Fundamental Joaquim Angelino da Silva, em Chorozinho, integra a educação ambiental e o entendimento do destino de cada material após o descarte. Atividades pedagógicas e artísticas trazem os alunos para uma reflexão ao prepararem suas ferramentas com materiais reaproveitados.
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A necessidade de aproximar a educação ambiental de ações cotidianas, práticas e reais reflete desde o cuidado com ambientes coletivos até questionamentos que extrapolam o ambiente escolar, reforçando a importância do envolvimento familiar.
“Começamos pelo cuidado com o lixo dentro da escola, ensinando os alunos a separar corretamente e entender como pequenas escolhas impactam o ambiente. A partir disso, ampliamos a conversa para o uso responsável da água, da energia e o cuidado com os espaços coletivos, para que esses hábitos fizessem parte da rotina”, explica a professora Francisca Dalila Barbosa Araújo.