Dia do Estudante: desafios atuais para uma formação de qualidade
Dia do Estudante: desafios atuais para uma formação de qualidade
Especialista debate a interferência de novas tecnologias no modo de aprendizado de estudantes em 2026.
Em 11/08/2026 13h10
, atualizado em 12/08/2026 11h29
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Nesta terça-feira, 11 de agosto, é comemorado o Dia do Estudante. Criada em 1927, a data homenageia os 100 anos da inauguração dos primeiros cursos de graduação do país, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo.
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Apesar da data reforçar a importância da educação, dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA 2022), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram que, desde a pandemia de Covid-19, a defasagem no nível de aprendizado vem aumentando.
Os dados apontam que cerca de 73% dos estudantes brasileiros de 15 anos não atingem o nível mínimo de proficiência em Matemática, 50% em Leitura e 55% em Ciências. Para o diretor do Sistema Anglo de Ensino, Daniel Perry, o principal causador dessa defasagem são os ambientes cheios de estímulos e informações em que estudantes convivem.
Jovens podem apresentar dificuldade em manter a concentração por longos períodos ou falta de interesse pelo aprendizado, por serem tão expostos às redes sociais, aos vídeos curtos, aos jogos e à conexão constante. Apesar disso, o especialista ainda aponta que o perfil do estudante em 2026 mudou ao desenvolver mais autonomia de aprendizado, impulsionado pelo acesso a diversas ferramentas digitais.
Diante desse novo cenário em que os estudantes têm acesso de forma imediata ao que buscam e ao que pretendem aprender, é preciso que os professores se adaptem a novas estratégias de ensino.
“A tecnologia deixou de ser apenas uma fonte de consulta para se tornar parte do próprio processo de aprendizagem. O desafio da escola é ensinar o estudante a selecionar informações confiáveis, interpretar dados, formular perguntas e utilizar essas ferramentas de forma crítica e ética”, afirma Daniel Perry.
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Para superar esse desafio, o diretor acredita que o melhor caminho é tornar o processo de aprendizado mais significativo e interativo, de forma a engajar os estudantes por meio de aulas bem planejadas, objetivos claros, participação ativa e conexão entre os conteúdos e situações reais.
Também é preciso o empenho de escolas no desenvolvimento da concentração dos alunos, a capacidade de manter a atenção por períodos prolongados tornou-se uma das principais competências para uma formação completa. “A escola precisa criar ambientes em que o estudante exercite essa habilidade de forma gradual e consistente”, afirma.
Além da concentração, também é necessário desenvolver competências como pensamento crítico, capacidade de resolver problemas, comunicação, colaboração e criatividade, cruciais para o desenvolvimento dos estudantes como cidadãos.
“Em um mundo que muda rapidamente, o conhecimento deixa de ser apenas um caminho para ingressar na universidade e passa a ser uma condição para que o jovem exerça plenamente sua cidadania, faça boas escolhas e construa uma trajetória profissional consistente”, conclui.