Dia do Estudante: com casca de jatobá-do-cerrado, alunas de escola pública desenvolvem soluções sustentáveis
Dia do Estudante: com casca de jatobá-do-cerrado, alunas de escola pública desenvolvem soluções sustentáveis
Estudantes de escola pública de Luziânia (GO) foram premiadas com projeto científico de plástico biodegradável e larvicida contra dengue
Em 11/08/2025 15h47
, atualizado em 12/08/2025 13h06
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Neste Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, conheça projeto das estudantes Ana Luiza Mendes Barfknecht e Isadora Rodrigues Rapatoni, de Luziânia (GO). Iniciativa desenvolvida pelas alunas transforma a casca de jatobá-do-cerrado em soluções sustentáveis para dois desafios: excesso de plástico e o mosquito Aedes aegypti.
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As jovens utilizaram a casca do fruto para fazer um plástico biodegradável e um larvicida contra a dengue. Projeto conquistou a terceira colocação na Feira Brasileira de Tecnologia e Ciências (Febratec).
Além disso, as alunas ficaram entre os 100 melhores cientistas jovens do país, a partir da participação na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, realizada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Ana Luiza e Isadora estão cursando o segundo ano do ensino médio no Centro de Ensino em Período Integral (CEPI) Osvaldo da Costa Meireles.
Estudantes de Luziânia (GO) na 23ª edição da Febrace.
Crédito: Divulgação.
Projeto científico e sustentável no ensino médio
A partir de um problema e proposta científica, o trabalho de Ana Luiza e Isadora tomou forma e ocupou feiras científicas pelo país.
Gabrielle Rosa Silva, professora de Biologia e orientadora das estudantes, conta que tudo começou com a realidade da comunidade marcada pela alta quantidade de lixo plástico e surtos de dengue.
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Com a demanda levantada, o trabalho foi construído com pesquisa, testes, erros e descobertas.
"A modalidade integral permite esse processo: cria as condições para que os estudantes explorem seus interesses de forma profunda e conectada com o território. É muito potente ver duas jovens usando a ciência como ferramenta para propor soluções que impactam o coletivo"
A casca do jatobá foi escolhida como matéria-prima do trabalho diante do desejo das alunas de valorizarem os recursos disponíveis na própria região, e, ao mesmo tempo, no processo de propor alternativas sustentáveis com uso de materiais que sejam acessíveis.
O projeto seguiu todas as etapas necessárias para o fazer científico: formulação de hipóteses, pesquisa, testes, registro em diário e validação por meio da repetição das experiências.
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Ana Luiza compartilha que no início parecia "impossível chegar a um resultado, mas com pesquisa, paciência e muita tentativa, conseguimos. O mais legal foi perceber que a gente podia fazer ciência de verdade, com nossas próprias mãos e ideias".
Jatobá-do-cerrado é a matéria-prima para o trabalho científico e sustentável.
Crédito: Divulgação.
Participação em feiras científicas
O trabalho começou na feira de ciências realizada pela própria escola de Ana Luiza e Isadora. A partir do amadurecimento do projeto, o trabalho foi selecionado para participar da Febrace 2025, da USP, que é considerada a maior mostra científica estudantil do país.
Entre mais de 2,7 mil trabalhos inscritos, o projeto das alunas foi selecionado para representar o estado de Goiás. As estudantes ficaram entre os 100 melhores jovens cientistas do país.
Isadora enfatiza sua surpresa ao descobrir que ficou entre os finalistas da Febrace. "Nunca imaginei que algo que fizemos na escola, com as coisas que a gente tinha, ia ser reconhecido desse jeito. Foi aí que caiu a ficha de que a gente tinha feito algo realmente importante".
Além disso, o trabalho ficou em terceiro lugar na Febratec e foi credenciado para a Feira Brasileira de Tecnologia e Ciência (Febic) e para a Feira Mineira de Iniciação Científica (Femic). O reconhecimentou levou elas também para a 12ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz.
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