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Ao longo do tempo, mulheres brasileiras se tornaram pioneiras e protagonistas em conquistas, mesmo diante do cenário de desigualdade de gênero, raça e acesso.
Segundo a orientadora educacional Maria Eugênia D'Elia, dar visibilidade a essas mulheres é importante para inspirar novas gerações.
"Quando a escola apresenta exemplos reais de mulheres brasileiras que romperam barreiras e transformaram suas áreas de atuação, ajudamos meninas e meninos a compreenderem que o protagonismo feminino sempre existiu, mas nem sempre foi contado. Valorizar essas pioneiras amplia horizontes, fortalece a autoestima das alunas e contribui para uma educação mais justa, diversa e conectada com a realidade do País"
Maria Eugênia D'Elia, orientadora educacional do colégio Progresso Bilíngue Taquaral
Quando as e os educadores destacam o papel e a trajetória dessas mulheres em sala de aula e em atividades escolares, o processo de ensino e aprendizagem possibilita a formação de cidadãos mais conscientes da participação das mulheres na construção da sociedade.
Para além de ato de reconhecimento, incluir as narrativas de mulheres que marcaram a história é uma "estratégia pedagógica para ampliar perspectivas, estimular o pensamento crítico e mostrar que o conhecimento é construído por pessoas diversas, em diferentes contextos e realidades".
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7 mulheres brasileiras para serem lembradas na escola
Confira, a seguir, sete mulheres brasileiras que devem ser lembradas na escola, segundo Maria Eugênia:
1) Nise da Silveira, a pioneira na humanização da saúde mental
Nise da Silveira.
Crédito: Wikimedia Commons.
Nise da Silveira (Maceió/AL, 1905 – Rio de Janeiro/RJ, 1999) foi médica psiquiatra e uma das principais responsáveis por transformar os tratamentos em saúde mental no Brasil ao se opor a práticas invasivas como eletrochoque e lobotomia. Defendeu abordagens humanizadas baseadas na escuta, na arte e nas relações afetivas como forma de cuidado.
Foi responsável pela fundação do Museu de Imagens do Inconsciente, que revelou a potência criativa de pacientes psiquiátricos e ampliou a compreensão do sofrimento mental. Seu trabalho enfrentou resistência institucional, mas consolidou um legado ético e inovador na psiquiatria brasileira.
2) Ruth de Souza, a primeira atriz negra brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema
Ruth de Souza.
Crédito: Wikimedia Commons.
Ruth de Souza (Rio de Janeiro/RJ, 12/05/1921 – Rio de Janeiro/RJ, 28/07/2019) integrou companhias teatrais importantes e participou de filmes, novelas e peças de teatro marcantes, ganhando destaque na atuação e rompendo barreiras raciais em uma época de forte discriminação.
Em 1954, tornou-se a primeira atriz negra brasileira a ser indicada a um prêmio internacional de cinema, o Leão de Ouro, no Festival de Veneza.
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3) Léa Campos, a primeira árbitra de futebol no mundo
Léa Campos.
Crédito: Repositório Digital da UFRGS.
Léa Campos (Abaeté/MG, 1945), formada em arbitragem na década de 1960, tornou-se uma das pioneiras da arbitragem no futebol, enfrentando proibições e preconceitos num período em que mulheres eram impedidas de praticar esportes no Brasil e no mundo.
É reconhecida como a primeira mulher árbitra de futebol profissional, símbolo de resistência e igualdade de gênero no esporte, apitando partidas nacionais e representando o Brasil no exterior.
4) Thereza de Marzo, a primeira aviadora brasileira
Thereza Di Marzo.
Crédito: Reprodução / Instagram @portalgonoticias.
Thereza de Marzo (São Paulo/SP, 06/08/1903 – 09/02/1986) foi uma das pioneiras na aviação feminina no Brasil e a primeira mulher brasileira a obter o brevê de piloto de avião, tendo realizado seu primeiro voo solo em 17 de março de 1922.
Enfrentou barreiras sociais e familiares ao seguir a carreira de piloto em uma época em que voar era considerado um campo exclusivo dos homens. Seu legado é reconhecido como marco inicial da presença feminina na aviação brasileira.
5) Carolina Maria de Jesus, a escritora da favela
Carolina Maria de Jesus.
Crédito: Arquivo Nacional / Wikimedia Commons.
A escritora, poetisa e catadora de papel Carolina Maria de Jesus (Sacramento/MG, 14/03/1914 – São Paulo/SP, 13/02/1977) desafiou barreiras de raça, gênero e classe ao transformar sua experiência de vida em literatura afro-brasileira crítica e engajada.
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Uma das vozes mais importantes da literatura nacional periférica, continua a influenciar gerações de leitores e escritoras no Brasil e no mundo. Sua obra de estreia, “Quarto de despejo: diário de uma favelada” (1960), narra o cotidiano na favela do Canindé e foi traduzida para mais de uma dezena de idiomas, alcançando repercussão internacional.
6) Antonieta de Barros, a primeira deputada estadual negra
Antonieta de Barros.
Crédito: Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina / Wikimedia Commons.
Antonieta de Barros (Campos Novos/SC, 1901 – Florianópolis/SC, 1952) foi a primeira mulher negra eleita deputada estadual no Brasil, atuando em Santa Catarina na década de 1930.
Em sua trajetória parlamentar, defendeu políticas públicas para educação, direitos das mulheres e inclusão racial. Antes de ingressar na política, destacou-se como educadora e fundadora de jornais voltados à cultura e à cidadania.
7) Rita Lobato Velho Lopes, a primeira médica formada no Brasil
Rita Lobato Velho Lopes (Rio Grande/RS, 1866 – Rio Pardo/RS, 1954) foi a primeira mulher a se formar em medicina no Brasil em 1887, concluindo o curso na Faculdade de Medicina da Bahia em apenas quatro anos; uma época em que mulheres enfrentavam forte preconceito para acessar a educação superior.
Após a formatura, atuou em obstetrícia, ginecologia e clínica geral, atendendo pacientes de diferentes classes sociais e frequentemente oferecendo serviços gratuitos, desafiando as expectativas da época.
Videoaula sobre 10 mulheres que marcaram a história
Conheça, na videoaula abaixo, 10 grandes mulheres que se destacaram em diversos cenários, áreas e locais:
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