Burguesia e proletariado

A burguesia e o proletariado são camadas sociais que se opõem constantemente na luta de classes presente em todas as sociedades capitalistas.

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A burguesia e o proletariado são camadas sociais presentes em sociedades regidas pelo capitalismo. Com a consolidação do modelo econômico mercantilista na Europa do século XVI, a estrutura das sociedades passou por uma profunda transformação que substituiu as práticas e relações de trabalho feudais por uma estratificação formada por dois grupos opostos: a burguesia, que passou a deter os meios de produção, como as ferramentas, máquinas, fábricas e latifúndios; e o proletariado, que exerceu o trabalho demandado pelo primeiro grupo em troca de salários básicos indispensáveis à sobrevivência.

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Leia também: O que é comunismo?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre burguesia e proletariado

  • A burguesia é a classe social que possui os meios de produção, como ferramentas, máquinas, fábricas e fazendas; e o proletariado é a classe que exerce sua força de trabalho em troca de um salário.
  • A riqueza que mantém a burguesia é fruto do trabalho do proletariado, que se intensifica pelo valor acumulado acima do produto fabricado: a mais-valia.
  • Um dos fundadores da Sociologia, Max Weber, percebeu que o capitalismo foi fortemente
  • A luta de classes é um conflito constante entre burguesia, que tenta manter seus privilégios explorando a mão de obra alheia, e o proletariado, que reivindica direitos e condições dignas de trabalho.
  • O conflito entre burguesia e proletariado resultou em diversos eventos relevantes da história contemporânea, como a consolidação da Comuna de Paris (1871) e a Revolução Russa (1917).

O que é burguesia e proletariado?

Proletários assistem a discurso do revolucionário russo Vladimir Lênin em 1917. Pintura de Isaak Brodsky (1929).
Proletários assistem a discurso do revolucionário russo Vladimir Lênin em 1917. Pintura de Isaak Brodsky (1929).

Burguesia e proletariado são as duas classes sociais que se opõem no modelo econômico capitalista. Enquanto a burguesia detém os meios de produção de uma propriedade privada — uma fábrica e seu maquinário, por exemplo —, o proletariado é aquele que produz os bens ou oferece o seu serviço em troca de um salário.

Os agentes dessas classes, representados respectivamente pelos burgueses (financiadores das indústrias) e proletários (os que exercem o trabalho), consolidaram-se por meio de uma lenta revolução socioeconômica originada na Baixa Idade Média, mas só passaram a ser devidamente percebidos como reflexo da injustiça social no decorrer do século XIX.

Diferenças entre burguesia e proletariado

As diferenças entre burguesia e proletariado são representadas por conceitos socioeconômicos opostos. De forma muito resumida, pode-se afirmar que a burguesia lucra por meio da exploração do trabalho sobre o proletariado; no entanto, as nuances desse fenômeno socioeconômico são complexas e configuradas em conceitos fundamentais da interdisciplinaridade entre História, Sociologia e Filosofia:

► Meios de produção

No sistema socioeconômico capitalista, os meios de produção consistem nos materiais necessários para o funcionamento da propriedade privada, usualmente refletida em fábricas ou latifúndios. Quem os possui é a burguesia, enquanto o proletariado produz os seus bens por meio de mão de obra assalariada.

► Fonte de renda

A burguesia lucra com a produção exercida pelo proletariado sem o exercício direto do trabalho enquanto o proletariado recebe um salário em troca de seus serviços, ou seja, os patrões enriquecem graças ao rendimento da mão de obra alheia, especialmente por meio do fenômeno da mais-valia.

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A mais-valia, enquanto manifestação da sociedade capitalista, consiste na obtenção de lucro acima do valor real de um produto fabricado pelo proletariado, conforme percebida e conceituada pelo sociólogo e filósofo alemão Karl Marx na obra O Capital (1867).

Nesse caso, se, por exemplo, um trabalhador produz cem sapatos em um mês de trabalho por 1.000 reais e o seu patrão lucra 3.000 reais com a venda do total fabricado, significa que os 2.000 reais acima do valor real — ou seja, a mais-valia — vai apenas para o bolso do burguês, sem nenhum centavo para o proletário. Este recebe apenas o valor fixo estipulado inicialmente pela venda de seu trabalho: o salário de 1.000 reais.

Ilustração explica o conceito de mais-valia na relação entre patrão e trabalhador
Esta simples ilustração resume o conceito de “mais-valia”.|1|

► Poder econômico

A burguesia também possui suas camadas: ela pode ser baixa, refletida por pequenos empresários, que geralmente exercem, ao mesmo tempo, a mão de obra, e pode ser do mais alto estrato social, como no caso dos milionários e bilionários detentores de grandes empresas e propriedades rurais.

Na sociedade capitalista, a lenda da meritocracia defende ser possível enriquecer “do zero” apenas por meio do trabalho honesto. No entanto, ela ignora uma camada invisível que envolve mecanismos de benefício que praticamente inexistem em realidades sociais abaixo da classe média: alfabetização, educação bilíngue e/ou de idiomas, presença em instituições com recursos de informática e robótica, renda para acesso a universidades particulares, contatos sociais influentes (empresários, juízes, políticos, médicos, engenheiros etc. de alto renome), transporte particular e, em grande parte dos casos, heranças familiares.

Ao mesmo tempo, grande parte daqueles que possuem bens (casa própria, automóvel etc.) é proletária, pois fornece riquezas para os detentores de produção da alta classe burguesa. A diferença está nas prioridades de gasto: as classes mais baixas dependem principalmente do salário para garantir a alimentação e outros recursos essenciais para a sobrevivência, enquanto o proletariado com maior renda pode usufruir da compra de bens de consumo ou pequenos investimentos. O reconhecimento de um indivíduo quanto ao seu pertencimento em uma classe social, essencial para grande parte dos sociólogos, chama-se “consciência de classe”.

► Ascensão social

Um dos fundadores da Sociologia foi o pensador alemão Max Weber, que, por meio da obra A Ética Protestante e o “Espírito” do Capitalismo, publicada ao início do século XX, percebeu que as classes sociais provenientes do capitalismo industrial não surgiram de forma aleatória; pelo contrário, a classe burguesa seria nada menos que consequência de ideias religiosas provenientes do protestantismo ou, mais especificamente, da religião protestante calvinista.

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Essa vertente cristã, ao rivalizar com o catolicismo no decorrer da Idade Moderna, descrevia que, quanto maior a quantidade de riquezas acumulada pelo indivíduo, mais clara seria a manifestação divina de sua predestinação ao céu; ou seja, cada um de nós seria fadado a ir para o céu ou para o inferno antes mesmo de nascer, mas o acúmulo ou falta de riquezas tornaria o destino espiritual mais nítido.

Além disso, a religião também condenava gastos supérfluos, desperdícios e ociosidade; na prática, o trabalho árduo, o baixo consumo e o reinvestimento da riqueza acumulada acabaram por criar a classe dominante burguesa, o que, em contrapartida, passou a substituir o sistema socioeconômico feudal pelas linhas de produção e trabalho assalariado.

Quando o período do capitalismo industrial teve início na Europa durante a segunda metade do século XVIII, substituindo lentamente o capital comercial (mais associado ao mercantilismo, ainda que em alguns lugares os resquícios do feudalismo ainda fossem comuns), as classes baixas e médias passaram a gerar lucros para a classe socialmente dominante em troca de baixos salários.

► Influência histórica

Na Baixa Idade Média, era comum que nas regiões mais ricas da Europa se constituíssem os burgos, que eram cidades ou regiões urbanas de intensa atividade comercial que cresceram por meio de uma população de trabalhadores de ofícios mais ou menos rentáveis do contexto feudalista: os outrora servos e artesãos constituíam a classe mais baixa dos moradores, enquanto os mestres de guildas ocupavam o estrato intermediário, e, por fim, a alta burguesia, que ascendeu principalmente por meio das atividades cambiais entre feudos ou Estados, muitas vezes criando monopólios em rotas comerciais importantes (resultando, com isso, no surgimento dos primeiros banqueiros).

O proletariado também possui raízes históricas na Idade Média: naquele período, os “jornaleiros” eram pessoas que migravam dos feudos para os burgos para oferecer serviços aos moradores urbanos. Os “jornaleiros” quase nunca possuíam quaisquer ferramentas necessárias para exercer seus ofícios, optando por receber um valor fixo pelo serviço prestado do que arcar com tributos e contratos sociais comuns no cotidiano dos servos rurais (como a corveia, a talha e a banalidade, por exemplo).

Leia também: Marxismo — a doutrina desenvolvida por Karl Marx

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Quem são os burgueses e os proletários?

Desde a ascensão do capitalismo como modelo econômico, os burgueses representaram aqueles que detinham os meios de produção (fábricas, latifúndios), enquanto os proletários exerciam a mão de obra necessária para enriquecer a classe beneficiada. No entanto, com o passar dos séculos, as funções exercidas por ambos os grupos sociais se modificaram e se adequaram a seus respectivos contextos temporais.

Quando, no século XVI, o capitalismo comercial, ou mercantilismo, passou a fazer parte do principal modelo econômico praticado pelas potências europeias, os primeiros proletários eram representados por trabalhadores urbanos como os “jornaleiros”, os tecelões, os metalúrgicos, os estivadores, os marinheiros contratados, entre outros; os primeiros burgueses, por sua vez, eram geralmente aqueles que organizavam expedições (por mar ou terra) a longas distâncias, lideravam feitorias em colônias, financiavam companhias de monopólio e detinham a posse de bancos.

Entre os séculos XVIII e XIX, a Europa passou pelo período da Revolução Industrial e, como consequência, adaptou o capitalismo para se adequar ao respectivo padrão de produção — por isso, o modelo econômico do contexto é compreendido como capitalismo industrial. Nele, as funções sociais passaram a ser mais nítidas: os proletários eram representados por operários que forneciam a mão de obra manufaturada, semimecanizada e mecanizada, mineiros (em grande parte de carvão), ferroviários e outros ofícios de alta demanda, essenciais para o funcionamento do setor industrial. A burguesia passou a ser refletida nos chefes e gerentes das fábricas, minas e ferrovias.

Entre os séculos XIX e XX, com a prática das explorações imperialistas e neocolonialistas, surgiram consigo o capitalismo financeiro: as grandes indústrias passaram a demandar novos ofícios, mas a posição social dos trabalhadores se manteve quase inalterada. As potências industriais passaram a aplicar os modelos de taylorismo e fordismo para expandir a mecanização e os lucros; os proletários passaram a ser aqueles que operavam em linhas de produção de larga escala (automóveis, aço), enquanto os burgueses se mantiveram na posição de donos de indústrias, magnatas e executivos.

A mão de obra passou a ser cada vez mais alienante, isto é, agora os proletários teriam o mínimo contato possível com o “produto final” de seu trabalho, a fim de que não compreendessem o valor real da mercadoria (potencializado pela mais-valia) e pudessem se tornar, ao mesmo tempo, o seu público consumidor.

Trabalhadores exercendo ofícios alienadores em linha de produção da Ford (1923).
Trabalhadores exercendo ofícios alienadores em linha de produção da Ford (1923).

Luta de classes entre burguesia e proletariado

Por “luta de classes” compreende-se o constante conflito entre a burguesia, que procura manter os seus privilégios sociais por meio da exploração da mão de obra proveniente da classe trabalhadora, e o proletariado, que enfrenta a permanência do acúmulo de capital da classe dominante por meio da exigência de direitos trabalhistas, que, por sua vez, é inerente ao combate contra a desigualdade social.

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No viés marxista, a sobrevivência humana é a luta de classes, pois o fortalecimento da burguesia é proporcional ao enfraquecimento do proletariado e vice-versa. Quanto menor o poder de posse sobre os instrumentos de trabalho, por parte do proletário, maior se torna o monopólio daqueles que detêm os meios de produção.

Essa incessante busca pelo monopólio burguês dos meios de produção já produziu diversas resistências do proletariado que elevaram a luta de classes a seu sentido literal: muitos conflitos entre as duas classes acabaram moldando, em grande parte, os contextos histórico-sociais mais relevantes da Idade Contemporânea. O primeiro grande marco internacional de uma organização de frente trabalhadora ocorreu ainda em 1864, com a fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), ou Primeira Internacional, que unia operários de toda a Europa e contava com a participação de teóricos comunistas, como o próprio Marx, e inicialmente anarquistas, como Bakunin.

Podemos citar ao menos dois exemplos de conflitos que levaram a revoluções contra a estrutura das sociedades burguesas e capitalistas: a Comuna de Paris, que, em 1871, consolidou na capital da França o primeiro regime de perfil socialista do mundo; e a Revolução Russa de 1917, que venceu o regime czarista e permitiu, com isso, a consolidação da União Soviética em 1922.

No Brasil, a luta de classes também significou resistências antiburguesas, como a Intentona Comunista (1935), que na época combateu o Governo Constitucional de Vargas, e a fundação da Guerrilha do Araguaia (1966), que confrontou diretamente a Ditadura Militar até 1974.

Barricada montada por combatentes da Comuna de Paris (1871).
Barricada montada por combatentes da Comuna de Paris (1871).

Mas a luta de classes não influenciou apenas o surgimento de conflitos revolucionários. Um de seus principais produtos foram as greves gerais organizadas nas sociedades capitalistas, cuja primeira ocorreu no Reino Unido: a Greve Geral de 1842, que foi organizada e praticada por cerca de meio milhão de trabalhadores, das minas e campos de algodão, principalmente.

As exigências da classe proletária incluíam melhores condições de trabalho e direitos na política, mas ainda sem incluir o gênero feminino no sufrágio universal. O resultado foi cerca de mil e quinhentos aprisionamentos pela polícia, intensificando a violência social na Inglaterra, mas serviu de exemplo para as próximas greves, que se tornariam mais organizadas, além de servir de material de estudos para o cientista social alemão Friedrich Engels.

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No Brasil, uma das greves mais impactantes ocorreu em 1917, envolvendo mais de 50 mil trabalhadores de diversos setores industriais. O governo da época reagiu com extrema violência policial, resultando na morte de quase 200 grevistas e incentivando, em contrapartida, a resistência trabalhista que seria essencial para a ascensão de Getúlio Vargas na Revolução de 1930.

Leia também: Diferenças entre o socialismo e o capitalismo

Exercícios sobre burguesia e proletariado

1. (Enem) Na produção social que os homens realizam, eles entram em determinadas relações indispensáveis e independentes de sua vontade; tais relações de produção correspondem a um estágio definido de desenvolvimento das suas forças materiais de produção. A totalidade dessas relações constitui a estrutura econômica da sociedade — fundamento real, sobre o qual se erguem as superestruturas política e jurídica, e ao qual correspondem determinadas formas de consciência social.

MARX, K. Prefácio à Crítica da economia política. In: MARX, K.; ENGELS, F. Textos 3. São Paulo: Edições Sociais, 1977 (adaptado).

Para o autor, a relação entre economia e política estabelecida no sistema capitalista faz com que:

a) o proletariado seja contemplado pelo processo de mais-valia.

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b) o trabalho se constitua como o fundamento real da produção material.

c) a consolidação das forças produtivas seja compatível com o progresso humano.

d) a autonomia da sociedade civil seja proporcional ao desenvolvimento econômico.

e) a burguesia revolucione o processo social de formação da consciência de classe.

Resposta: b). Por quê? As “relações de produção” citadas no texto são inerentes ao fundamento real da produção material proposto por Marx, algo que fundamenta o fenômeno do materialismo histórico, já que, por esses termos, o autor quer dizer que o trabalho humano organizado é aquele que resulta em toda base real da sociedade. 

2. (Coseac) De acordo com a teoria da luta de classes de Karl Marx, indique qual das seguintes afirmações está INCORRETA:

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a) A luta de classes é fundamentada na contradição entre a classe trabalhadora (proletariado) e a classe detentora dos meios de produção (burguesia). 

b) Marx argumenta que a luta de classes é impulsionada principalmente pelos conflitos econômicos decorrentes da exploração capitalista. 

c) Segundo Marx, a superação da luta de classes ocorre por meio da implementação de um sistema socialista, no qual os meios de produção são coletivamente controlados.

d) Marx defende que a luta de classes é um fenômeno transitório e não desempenha um papel significativo na transformação social a longo prazo.

Resposta: d). Por quê? A afirmação está incorreta porque as consequências da luta de classes, para Karl Marx, são exatamente o oposto: a revolução social só é possível por meio da consolidação contínua da luta de classes, cuja primeira ação em um Estado seria a implementação da ditadura do proletariado.

Créditos da imagem

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|1| Wikimedia Commons

Fontes

HEILBRONER, Robert. A História do Pensamento Econômico. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

LOSURDO, Domenico. A luta de classes: Uma história política e filosófica. São Paulo: Boitempo Editorial, 2015.

LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe: Estudos sobre a dialética marxista. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2018.

MARX, Karl. O Capital. Barueri: Camelot Editora, 2023.

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WEBER, Max. A Ética Protestante e o “Espírito” do Capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Escritor do artigo
Escrito por: Cassio Remus de Paula Cássio é doutor em História pela UFPR, mestre e bacharel em História pela UEPG. Atua como professor de História, Filosofia e Sociologia.
Deseja fazer uma citação?
PAULA, Cassio Remus de. "Burguesia e proletariado"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/surgimento-burguesia.htm. Acesso em 27 de maio de 2026.
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Videoaulas


Lista de exercícios


Exercício 1

(FMTM) O crescimento do comércio e das cidades na Baixa Idade Média:

  1. consolidou as estruturas feudais, como a economia de subsistência e a suserania.
  2. expandiu as atividades agrícolas, com o declínio do uso de moedas nas trocas.
  3. fez surgir um novo grupo social, ligado às atividades artesanais e mercantis.
  4. permitiu o desenvolvimento do trabalho livre, isento de quaisquer restrições.
  5. criou uma infraestrutura tão adequada, que  provocou intenso êxodo rural.

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Exercício 2

(UFRN) O crescimento das cidades é um fenômeno da Europa ocidental a partir do século XI. Tratando sobre a questão, Pierre Vilar afirma:

“As cidades dependiam dos senhores. Mas elas foram mais fortes que as aldeias para discutir com seus amos, rebelarem-se, obter ou impor ‘cartas de franquia’. Coletivamente, continuavam vinculadas ao sistema feudal [...]. Mas em seu território, e sobretudo dentro do recinto dentro da muralha, os habitantes eram livres e participavam da organização coletiva.”

VILAR, Pierre. Do feudalismo ao capitalismo. São Paulo: Contexto, 1992, p. 39.

Refletindo sobre essa afirmação, pode-se concluir que:

  1. os moradores da cidade gozavam de significativa autonomia, mesmo submetidos à autoridade dos senhores, que lhes cobravam taxas.
  2. os camponeses da aldeia medieval impuseram aos senhores feudais um documento que garantia autonomia política à comunidade.
  3. os habitantes das cidades libertaram-se de inúmeras obrigações, entre elas a de participarem de corporações de ofício.
  4. as populações urbanas eram isoladas por muralhas que as impediam de estabelecer relações socioeconômicas com o mundo feudal.

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Exercício 3

A formação da burguesia enquanto classe social está relacionada a algumas alterações verificadas durante a Baixa Idade Média. Qual das alternativas abaixo não faz parte dessas alterações?

  1. Crescimento das cidades.
  2. Fortalecimento do artesanato.
  3. Crescimento do comércio
  4. Criação da máquina a vapor.
  5. Desenvolvimento de atividades bancárias.

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Exercício 4

Analise as afirmativas abaixo:

I - Com o , várias atividades desenvolveram-se nas cidades, movimentando a economia local, sendo que dentre as atividades estava a industrialização

II - As atividades comerciais, bancárias e as feiras levaram ao rápido desenvolvimento urbano; assim, criou-se uma estrutura de segurança que garantiu a realização dos negócios comerciais.

III - A atividade artesanal que se destacou inicialmente nas cidades foi a produção metalúrgica, principalmente, sendo que toda produção era organizada pelas chamadas Corporações de ofício.

IV - Os funcionários ou trabalhadores das Corporações de Ofícios eram chamados de jornaleiros e geralmente viviam na casa do mestre. Nas oficinas também existiam os aprendizes, jovens que queriam seguir uma profissão relacionada ao artesanato.

Agora, indique a alternativa:

  1. caso as alternativas II e IV estiveram corretas.
  2. caso as alternativas I, II e IV estiveram corretas.
  3. caso as alternativas I, III e IV estiveram corretas.
  4. caso as alternativas I e III estiveram corretas.
  5. caso as alternativas III e IV estiveram corretas.

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