Crise de 1929

A Crise de 1929 (ou Grande Depressão) foi o colapso do capitalismo e do liberalismo econômico. Ficou conhecida como uma crise de superprodução.

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A Crise de 1929 (ou Grande Depressão) foi uma forte recessão econômica que atingiu o capitalismo internacional no final da década de 1920. Essa crise se iniciou nos Estados Unidos, mas se espalhou pelo mundo, causando desemprego, falências etc.

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Essa crise econômica marcou a decadência do liberalismo econômico naquele momento e teve como causas a superprodução e a especulação financeira. O governo estadunidense precisou estabelecer um programa para recuperação da economia chamado New Deal.

Leia também: New Deal — o conjunto de políticas econômicas e sociais implementado para enfrentar os impactos da Crise de 1929

Tópicos deste artigo

Resumo sobre a Crise de 1929

  • A Crise de 1929 (ou Grande Depressão) foi uma recessão econômica que atingiu os Estados Unidos.

  • Essa crise se espalhou pelo mundo, sendo marcada como a maior recessão da história do capitalismo.

  • Os historiadores determinam que as causas dessa crise foram a superprodução e a especulação financeira na economia estadunidense.

  • A crise se iniciou quando a Bolsa de Valores Nova Iorque quebrou, em outubro de 1929.

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  • Para recuperar a economia, o governo estadunidense lançou um programa chamado New Deal.

Videoaula sobre a Crise de 1929

O que foi a Crise de 1929?

A Crise de 1929 (ou Grande Depressão) foi uma grande crise econômica que atingiu a economia estadunidense, espalhando-se pelo mundo com efeitos nefastos. É entendida até hoje como a maior crise econômica da história do capitalismo, e seus efeitos se estenderam ao longo da década de 1930 nos Estados Unidos e em outras partes do planeta.

A Crise de 1929 foi responsável por níveis alarmantes de desemprego, de falência de empresas, de redução na produção industrial etc. Os efeitos foram mais percebidos nos Estados Unidos, mas a Europa também presenciou os efeitos dessa recessão, tanto na economia como na política, com a ascensão de diversos movimentos políticos de extrema-direita.

A historiografia entende que uma das razões para que a Crise de 1929 (ou Grande Depressão) ocorresse foi a falta de regulamentação estatal na economia, permitindo que a indústria estadunidense entrasse em um ciclo de superprodução após a Primeira Guerra Mundial. Essa superprodução teria derrubado a economia estadunidense no final da década de 1920.

Os efeitos da Crise de 1929 (ou Grande Depressão) foram combatidos durante o governo de Franklin Delano Roosevelt, presidente estadunidense responsável pelo New Deal, um programa estabelecido para recuperar a economia do país. O governo estabeleceu uma série de ações, como a criação de empregos públicos, o controle da produção e dos preços, a criação de um salário mínimo etc.

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Contexto histórico da Crise de 1929

Antes da Crise de 1929 (ou Grande Depressão) estourar, os Estados Unidos ocupavam o posto de maior economia do mundo. Antes mesmo da Primeira Guerra Mundial, a economia estadunidense já possuía índices que comprovavam essa supremacia, e os eventos da guerra só acentuaram a posição de potência econômica internacional dos Estados Unidos.

Em virtude do rápido crescimento da economia estadunidense após a guerra, a década de 1920 foi um período de grande euforia econômica, o qual ficou conhecido como Roaring Twenties (traduzido para o português como “Loucos Anos Vinte”). Esse momento da história estadunidense ficou marcado principalmente pelo avanço do consumo de mercadorias, consolidando o American Way of Life (traduzido para o português como “Estilo de Vida Americano”.

O avanço da economia estadunidense tornou o país responsável pela produção de 42% de todas as mercadorias feitas no mundo. A nação também era a maior credora do mundo e emprestava vultuosas somas de dinheiro para as nações europeias em processo de reconstrução (após a Primeira Guerra Mundial). No quesito importação, os Estados Unidos eram responsáveis por comprar 40% das matérias-primas vendidas pelas quinze nações mais comerciais do mundo.

Essa euforia econômica se refletia na população a partir de um consumismo acelerado, levando as pessoas a comprarem carros e artigos eletrodomésticos de maneira desenfreada. Esse consumismo se ancorava, em parte, na expansão do crédito que acontecia no país sem nenhum tipo de regulação ou de intervenção estatal. A expansão do crédito também cumpria importante papel no financiamento de diferentes atividades econômicas.

Com esse quadro, os Estados Unidos viviam um momento de pleno emprego e de rápido crescimento industrial. Entre 1923 e 1929, os Estados Unidos possuíam uma taxa média de desemprego de 4%, a produção de automóveis no país aumentou 33%, o número de indústrias instaladas no país aumentou por volta de 10%, e o faturamento do comércio quintuplicou.

Por causa do boom econômico e da onda de euforia, as pessoas passaram a investir de maneira intensa no mercado financeiro, disparando a especulação monetária. Durante a década de 1920, os investimentos nas ações das empresas na bolsa de valores de Nova Iorque tiveram saltos consideráveis.

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O sentido de especulação financeira aqui está relacionado com pessoas que compravam ações na bolsa, esperando que elas se valorizassem, para logo em seguida revendê-las. Esse processo fazia com que os valores das ações aumentassem — pois havia muitos compradores — e criava uma falsa sensação de prosperidade. A continuidade desse falso cenário de prosperidade financeira e a superprodução resultaram na quebra da economia estadunidense.

Qual foi a causa da Crise de 1929?

A explicação predominante na historiografia para a Crise de 1929 (ou Grande Depressão) aponta para o fato de que a economia estadunidense era pouco regulada, possuindo um sistema bancário com quase nenhuma regulação, que disponibilizava crédito de maneira descontrolada. Além disso, ela sentiu o efeito da recuperação da economia europeia após a Primeira Guerra Mundial.

A alta produção da indústria estadunidense tinha como objetivo atender o mercado interno, além do mercado europeu. Acontece que, ao longo da década de 1920, a Europa reestruturou sua economia, reduzindo seu consumo de mercadorias estadunidenses. Restou ao mercado interno absorver essa demanda (o crédito era fornecido para garantir esse consumo), mas, com os baixos salários predominantes, a população não conseguiu absorver toda a produção.

Sem demanda necessária para sustentar as empresas e manter a bolha de prosperidade e especulação no mercado financeiro, a economia colapsou.

Queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque

A queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque foi um ponto crucial da Crise de 1929 (ou Grande Depressão). Toda a prosperidade da economia estadunidense durante a década de 1920 estava amparada em bases extremamente frágeis. O crédito desregulado e o crescimento da especulação financeira criaram uma bolha de falsa prosperidade que estava à beira do precipício. A sociedade tornou-se incapaz de perceber o que estava prestes a acontecer. Esse processo foi explicado por Hobsbawm da seguinte maneira:

O que acontecia, como muitas vezes acontece nos booms de mercados livres, era que, com os salários ficando para trás, os lucros cresceram desproporcionalmente, e os prósperos obtiveram uma fatia maior do bolo nacional. Mas como a demanda da massa não podia acompanhar a produtividade em rápido crescimento do sistema industrial nos grandes dias de Henry Ford, o resultado foi superprodução e especulação. Isso, por sua vez, provocou o colapso. |1|

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A questão salarial que foi mencionada no trecho acima é muito importante para entendermos uma das facetas da crise: a superprodução. Na década de 1920, a indústria dos Estados Unidos expandiu-se, e a produtividade do trabalhador aumentou. Esse aumento na produção, no entanto, não foi acompanhado de aumentos salariais, pois os salários permaneceram estagnados. Assim, o mercado não teve condições de absorver a quantidade de mercadorias que eram produzidas (nem o mercado estadunidense nem outros países conseguiam absorver essas mercadorias). Isso abalou a esperança de rápida prosperidade de muitos que tinham ações de empresas estadunidenses.

Milhares de pessoas resolveram vender as suas ações no dia 24 de outubro de 1929, no que ficou conhecido como Quinta-feira Negra. Nesse dia, mais de 12 milhões de ações foram colocadas à venda, o que deixou o mercado em pânico. Essa situação se estendeu por dias, e, na segunda, dia 28, mais 33 milhões de ações foram colocadas à venda. Imediatamente o valor das ações despencou, e bilhões de dólares desapareceram. A economia estadunidense quebrou.

Consequências da Crise de 1929

Desempregados em uma fila à espera de receber alimento em Nova Iorque, em 1930, uma das consequências da Crise de 1929.
Desempregados em uma fila à espera de receber alimento em Nova Iorque, em 1930.

Os efeitos da Crise de 1929 (ou Grande Depressão) para a economia dos Estados Unidos foram imediatos e se espalharam pelo país como um efeito dominó. O período mais crítico foi de 1929 a 1933. Logo após, os efeitos da crise foram enfraquecendo-se, principalmente por causa da intervenção do Estado na economia com o New Deal (Novo Acordo).

Separamos abaixo alguns dados que evidenciam o impacto da crise na economia dos Estados Unidos:

  • o PIB nominal dos Estados Unidos caiu aproximadamente 50%;

  • o desemprego disparou e alcançou 27% (era 4% antes da crise);

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  • as importações caíram 70%;

  • as exportações caíram 50%;

  • os empréstimos internacionais diminuíram em 90%;

  • a produção industrial caiu, no mínimo, 1/3;

  • a produção de automóveis foi reduzida em 50%;

  • o salário médio na indústria caiu 50%;

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  • houve a falência de milhares de empresas e de bancos.

Além disso, milhares de pessoas perderam instantaneamente todo seu patrimônio, uma vez que ele estava investido em valores da especulação que haviam desaparecido com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Os efeitos da crise espalharam-se pelo mundo, por isso, a economia de diversos países entrou em recessão, e o desemprego disparou mundo afora.

A situação era tão crítica que o desemprego alcançou níveis altíssimos nos seguintes países:

  • Grã-Bretanha: 23%;

  • Bélgica: 23%;

  • Suécia: 24%;

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  • Áustria: 29%;

  • Noruega: 31%;

  • Dinamarca: 32%;

  • Alemanha: 44%.

A maioria desses países teve dificuldade em reduzir esses índices mesmo após 1933. Vale dizer também que esses dados nos dão uma pista do motivo pelo qual o fascismo e os ideais de extrema-direita tiveram tanta repercussão nos quadros políticos da Europa durante a década de 1930. Ao todo, o comércio internacional foi reduzido em aproximadamente 1/3.

Acesse também: Quais foram as fases do capitalismo?

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New Deal e a Crise de 1929

Com a crise econômica generalizada, o governo estadunidense precisa conter seus efeitos, garantindo a recuperação do país e o bem-estar da população. Entre 1929 e 1932, as políticas do governo estadunidense para combater a crise fracassaram, e a recessão econômica só se expandiu. Foi somente a partir de 1933 que a economia estadunidense esboçou reação.

O principal programa de recuperação da economia estadunidense foi o New Deal, implantado durante o governo de Franklin Delano Roosevelt. Esse programa buscou estabelecer alguma regulamentação na economia estadunidense, fazendo com que o Estado intervisse diretamente na economia.

As intervenções estatais buscavam recuperar a iniciativa privada, garantindo uma economia saudável. O New Deal promoveu investimento bilionário em obras públicas, garantindo emprego a parte da população estadunidense, além de ter reduzido as jornadas de trabalho para garantir mais vagas de trabalho.

A produção industrial foi limitada para evitar um novo pico de superprodução e incentivou a destruição de estoques de itens agrícolas com o objetivo de manter os preços estáveis no mercado. Os agricultores receberam forte incentivo para que pudessem reerguer seus negócios. Por meio do New Deal, estabelece-se o que é conhecido como Estado de bem-estar social, um modelo estatal que intervém na economia, promovendo ações que garantam maior igualdade social.

Mapa mental sobre a Crise de 1929

Mapa Mental: Crise de 29.

*Baixe o mapa mental sobre a crise de 1929!

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Crise de 1929 no Brasil

O Brasil também sentiu os impactos da Crise de 1929 (ou Grande Depressão). A área que sofreu mais com a recessão econômica foi a de produção do café, o principal produto de exportação do país. O Brasil era responsável por cerca de 70% do café comercializado no mundo, e o principal consumidor da nossa mercadoria eram os Estados Unidos (compravam cerca de 80% do nosso café).

Com a recessão, o café estagnou-se no mercado brasileiro, e o preço do produto despencou. Os cafeicultores tiveram prejuízos gigantescos. No auge dessa crise, o país enfrentou transformações políticas profundas com o acontecimento da Revolução de 1930. O novo governo teve Getúlio Vargas como presidente provisório.

A mudança política em si que aconteceu nesse período já é levantada pelos historiadores como uma consequência indireta da recessão sobre o nosso país. Além disso, as exportações do café brasileiro reduziram-se por volta de 60%, e o preço do café no mercado internacional caiu cerca de 90%. Com isso, o governo resolveu agir.

A medida de Vargas na economia foi a de proteger o principal produto do país. Para isso, foi criado o Conselho Nacional do Café (CNC) em 1931. Para conter a queda no valor do café, o governo decidiu realizar a compra das sacas que estavam paradas para aumentar o valor do café no mercado internacional. As sacas que foram compradas pelo governo eram incendiadas. Essa prática se estendeu durante treze anos, resultando na destruição de 78,2 milhões de sacas de café.

Exercícios resolvidos sobre a Crise de 1929

Questão 1

(Ibade) A crise de 1929 teve impactos globais e redefiniu o papel do Estado nas economias capitalistas.

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Sobre os efeitos dessa crise e as respostas que dela decorreram, assinale a alternativa correta.

A) A crise de 1929 reforçou o liberalismo econômico, pois os Estados optaram por reduzir sua intervenção nas economias.

B) A principal resposta à crise foi a disseminação do modelo fascista em todos os países afetados.

C) A crise acelerou a descolonização afro-asiática como uma reação ao protecionismo europeu.

D) O New Deal, nos EUA, marcou uma virada no papel do Estado, promovendo intervenção econômica e bem-estar social.

E) A crise de 1929 teve impacto apenas nos EUA, sem repercussão nas economias europeias ou latino-americanas.

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Resolução:

Alternativa D.

O New Deal foi o programa de recuperação da economia estadunidense, com o governo dos Estados Unidos promovendo uma série de ações para garantir a estabilidade da economia e o bem-estar a população do país.

Questão 2

(Fronte Concursos — adaptada) A crise econômica de 1929 teve impacto global e foi resultado de um conjunto de fatores estruturais. Entre as principais causas desse colapso econômico, podemos destacar:

A) A especulação financeira descontrolada e a superprodução industrial sem demanda correspondente.

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B) A política de nacionalização de empresas adotada pelos Estados Unidos, reduzindo os investimentos externos.

C) O aumento do controle estatal sobre a economia norte-americana, limitando o crescimento do setor privado.

D) A desvalorização do dólar devido à retirada do país do padrão-ouro antes da crise.

E) Nenhuma das alternativas.

Resolução:

Alternativa A.

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Segundo a historiografia tradicional, a superprodução industrial e a incapacidade do mercado estadunidense de absorver essa produção, somado à falta de regulamentação da economia do país e à forte especulação financeira na década de 1920, criaram uma bolha de prosperidade que se rompeu em 1929, espalhando a recessão econômica pelo mundo.

Notas

|1| HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 104.

Fontes

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013.

HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

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MAZZUCCHELLI, Frederico. A crise em perspectiva: 1929 e 2008. Disponível em: www.scielo.br/pdf/nec/n82/03.pdf.

MARTINS, Luis Carlos dos Passos; KRILOW, Leticia Sabia Wermeier. A Crise de 1929 e seus reflexos no Brasil: a repercussão do Crack na Bolsa de Nova York na imprensa brasileira. Disponível em: www.ufrgs.br/alcar/encontros-nacionais-1/encontros-nacionais/10o-encontro-2015/gt-historia-da-midia-impressa/a-crise-de-1929-e-seus-reflexos-no-brasil-a-repercussao-do-crack-na-bolsa-de-nova-york-na-imprensa-brasileira/view.

ROSSINI, Gabriel Almeida Antunes. Crise de 1929. Disponível em: cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/CRISE%20DE%201929.pdf.

VALLONE, Giuliana. Crise de 1929 atingiu economia e mudou a ordem política no Brasil. Folha de S.Paulo. Disponível em: m.folha.uol.com.br/mercado/2009/10/642391-crise-de-1929-atingiu-economia-e-mudou-a-ordem-politica-no-brasil.shtml.

Escritor do artigo
Escrito por: Daniel Neves Silva Formado em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialista em História e Narrativas Audiovisuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professor de História desde 2010.
Deseja fazer uma citação?
SILVA, Daniel Neves. "Crise de 1929"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/crise29.htm. Acesso em 03 de fevereiro de 2026.
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Videoaulas


Lista de exercícios


Exercício 1

(Aprender – adaptado) Em 1932, o governo estadunidense de Franklin Roosevelt empreendeu um plano econômico para controlar a crise econômica iniciada com a quebra da bolsa de valores em 1929. Como esse plano ficou conhecido e qual sua principal característica?

a) New Deal, propôs a intervenção do Estado na economia.

b) Plano Marshall, desenvolveu a economia investindo na recuperação europeia pós-Primeira Guerra.

c) Doutrina Monroe, expandiu o mercado para a América Latina.

d) Doutrina Truman, evitou a expansão do comunismo.

e) Macartismo, promoveu uma reforma política no país.

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Exercício 2

(Instituto Excelência – adaptado) Sobre a crise de 1929, analise as afirmativas abaixo:

I - A Crise de 1929, também conhecida como A Grande Depressão, foi a maior crise do capitalismo financeiro.

II - O colapso econômico teve início em meados de 1929, nos Estados Unidos, e se espalhou por todo o mundo capitalista. Seus efeitos duraram por uma década e tiveram desdobramentos sociais e políticos.

III - A Crise de 1929, no Brasil, enfraqueceu as oligarquias rurais que dominavam o cenário político e abriu caminho para a chegada de Getúlio Vargas ao poder, em 1930.

Assinale a alternativa CORRETA.

a) Apenas II e III

b) Apenas III

c) I, II e III

d) Apenas I

e) Nenhuma das alternativas

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Exercício 3

(Ibade) “No pior período da Depressão (1932-3), 22% a 23% da força de trabalho britânica e belga, 24% da sueca, 27% da americana, 29% da austríaca, 31% da norueguesa, 32% da dinamarquesa e nada menos que 44% da alemã não tinha emprego…” (Adaptado. Hobsbawm, Eric. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das letras, 1995. pag. 97)

O relato acima faz referência à Grande Depressão. Sobre esse tema, pode-se afirmar que:

a) iniciada em 1929, a crise contribuiu com o preço do café brasileiro, que passou a ser mais procurado na América Central.

b) os Estados Unidos só começaram a superar a crise com a implementação do New Deal (novo acordo), que, entre outras coisas, investia pesado na privatização e no aumento das horas de trabalho.

c) considerada uma crise de superconsumo e pouca produção, os Estados Unidos não conseguiu dar conta da demanda mundial por produtos industrializados.

d) contribuiu para a ascensão de regimes fascistas em todo o mundo, como na Alemanha, Itália, Espanha e Portugal.

e) significou a virada de mesa na disputa entre capitalistas e socialistas, também chamada de Guerra Fria. A crise provou que o capitalismo é falho.

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Exercício 4

(Ibade) Em 24 de outubro de 1929, a bolsa de valores de Nova York quebrou. Na semana seguinte, inicia-se a Grande Depressão, crise econômica que afetou profundamente todos os países ocidentais industrializados ou dependentes dos Estados Unidos.

Sobre a Crise de 29, é correto afirmar que:

a) a crise não afetou a Europa, pois os países haviam protegido suas economias nacionais.

b) foi uma crise de superprodução e subconsumo, agravada pela concentração de riquezas.

c) o Brasil não foi atingido, pois seu principal produto de exportação (café) continuou sendo comprado pelo mercado internacional.

d) o principal catalisador da crise foi a concorrência que a Ásia passou a fazer aos Estados unidos a partir dos anos 20.

e) em oposição à crise, o número de desempregados começou a cair na Alemanha e Itália.

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