Velho Oeste

Velho Oeste foi um período de expansão do território norte-americano sobre o oeste dos EUA, na segunda metade do século XIX, que deu origens a diversos mitos que alimentaram o imaginário popular.

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O Velho Oeste foi um estágio da expansão territorial dos Estados Unidos sobre o oeste do continente norte-americano, ocorrido entre os anos de 1865 e 1890. Esse processo tinha como objetivo extrair as riquezas dos territórios inocupados pelo governo e assimilar as terras nativas por meio do pioneirismo e da modernização, o que consolidou o mito de um oeste selvagem em contraste à civilização erigida a leste do país. No entanto, muito do que se imagina do Velho Oeste foi romantizado pela cultura popular e transformado em lenda, quando na verdade, todo o seu processo ocorreu de maneira bastante organizada e sistemática.

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Leia também: Marcha para o Oeste nos Estados Unidos — como foi e qual era o seu objetivo?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre Velho Oeste

  • O Velho Oeste foi um período de expansão e exploração dos Estados Unidos sobre a região oeste do continente norte-americano, incentivado pela mineração, pecuária, agricultura, extração de petróleo e instalação de ferrovias.
  • Seu recorte temporal abrange, geralmente, de 1865 a 1890, apesar de seu processo ter se iniciado ainda no início do século XIX e ressoado por décadas após o seu encerramento.
  • Esse período foi fomentado por ideologias “civilizatórias” positivistas, especialmente a teoria do Destino Manifesto.
  • Não há uma delimitação precisa de onde o Velho Oeste se iniciava, pois muitos dos territórios inicialmente assimilados pelos EUA deixaram de ser “selvagens” com o tempo — no entanto, um de seus “inícios” era o longo rio Mississipi.
  • O Velho Oeste se tornou um dos maiores mitos da sociedade estadunidense: apesar de ter significado o massacre de povos indígenas e a depredação da natureza.
  • O período foi romantizado por meio de histórias de heróis e duelos épicos.
  • Na indústria cultural, o Velho Oeste foi representado em filmes, seriados e jogos eletrônicos, algo que contribuiu ainda mais com a imaginação popular acerca do evento histórico.
  • Apesar de haver foras da lei no período do Velho Oeste, a imprensa se apropriava da vida de bandidos como Jesse James ou Billy The Kid para publicar notícias sensacionalistas.

O que foi o Velho Oeste?

Quatro caubóis cavalgando em réplica de uma cidade do Velho Oeste, na Espanha.
Réplica de uma cidade do Velho Oeste em Tabernas, na Espanha, que foi cenário de filmes de “faroeste”.[1]

O Velho Oeste é o nome convencional dado ao período de expansão territorial dos Estados Unidos pelo oeste do continente norte-americano, ocorrido, principalmente, durante a segunda metade do século XIX. Inserido no contexto pós-Guerra Civil dos EUA, o Velho Oeste significou diversos fenômenos históricos, sociais e econômicos, como o extensivo investimento na agricultura, a busca por minas de ouro, a caça predatória e a expansão do setor ferroviário, todos geralmente atribuídos às ideologias positivistas do progresso e modernização do país. Ao mesmo tempo, serviu de pretexto para os massacres de populações indígenas e a destruição da natureza.

O resultado desse violento processo de expansão foi romantizado, muitas vezes, de maneira simplista e distorcida pela cultura popular; dela, surgiram os contos, quadrinhos e filmes western, bem como os mitos enaltecedores ou depreciativos sobre pistoleiros, caubóis, xerifes, tribos indígenas e foras da lei.

Onde ficava o Velho Oeste?

Não há um consenso sobre o território exato que abrangia o Velho Oeste. Um dos pontos de partida mais considerados em relação à expansão para a porção ocidental do continente é o rio Mississipi (que corta desde o estado de Minnesota, próximo ao atual Canadá, até a sua foz no estado do Iowa, no Golfo do México), cuja exploração a oeste se iniciou em 1803 e perdurou até o final do século.

Há também considerações de que seu recorte geográfico tenha se iniciado no meridiano n°100, a oeste de Greenwich, entre os estados de Oklahoma e Texas, cujo processo de exploração da agricultura, mineração, ferrovias e os decorrentes conflitos com os povos originários tenha sido um processo que durou de 1865 a 1890.

Mapa dos Estados Unidos com destaque do meridiano número 100 que marca a localização do Velho Oeste.
O meridiano n°100 (representado pela linha vermelha) a oeste de Greenwich “corta” os estados de Oklahoma e Texas.[2]

O Velho Oeste, como fenômeno de expansão, abrangia desde o Vale do Mississipi e percorria o Texas, o Oregon e a Califórnia. Na margem ao norte, alcançou a fronteira com o Canadá, e ao sul, o Rio Grande mexicano.

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Veja também: Estados Unidos no século XIX — principais acontecimentos do período

Mapa do Velho Oeste

Se considerarmos que o Velho Oeste abrangia o território a oeste do meridiano n° 100 norte-americano, ele seria representado da seguinte forma:

Mapa do Velho Oeste dos Estados Unidos.
Mapa com a possível localização e os territórios que fizeram parte do Velho Oeste. (Créditos: Isa Galvão| Brasil Escola)

Estados do Velho Oeste

Os atuais estados dos Estados Unidos que fizeram parte do contexto do Velho Oeste (1865-1890) foram:

  • Texas,
  • Kansas,
  • Nebraska,
  • Novo México,
  • Dakota do Sul,
  • Dakota do Norte,
  • Montana,
  • Wyoming,
  • Nevada,
  • Utah,
  • Arizona,
  • Colorado,

Apesar de os nomes acima consistirem em cenários tradicionais do contexto, é importante perceber que outros territórios influenciaram ou foram influenciados pelo fenômeno do Velho Oeste, como os estados de Oklahoma, Idaho, Califórnia, Oregon, Washington, Missouri e Arkansas.

O Velho Oeste existiu mesmo?

Sim, o Velho Oeste existiu, mas de maneira diferente da qual tendemos a associá-lo. Geralmente, o conceito popular sobre o significado de “Velho Oeste” é influenciado pela forma como a indústria cultural romantizou esse período. Duelos entre pistoleiros, ataques de tribos nativas e saloons repletos de foras da lei são mais uma criação da ficção do que um reflexo da realidade.

Ou seja, o Velho Oeste não era tão fantasioso quanto vemos nos filmes, quadrinhos e jogos de videogame. Havia casos isolados, mas não se tratava de regras do cotidiano sobre o oeste norte-americano; o seu fenômeno ocorreu de maneira gradualmente expansiva, com a fiscalização da lei e sem uma distinção nítida entre “heróis” e “bandidos” (a exemplo de xerifes que poderiam facilmente ser corruptos, e de assaltantes que muitas vezes eram idolatrados pelos populares).

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Filmes de Velho Oeste

Os filmes sobre o Velho Oeste foram, possivelmente, os principais condutores do imaginário popular sobre o período do “faroeste” norte-americano, apesar de muitas produções terem se originado na indústria ítalo-estadunidense (os populares “Western Spaghetti”). Veja a seguir alguns dos títulos mais consagrados de uma vasta coleção de filmes do gênero:

  • Por um punhado de dólares (1964): o filme de estreia de Clint Eastwood como protagonista foi também um dos mais marcantes do cinema western. Apesar de ter sido filmado na Europa, o diretor italiano Sergio Leone foi minucioso nos detalhes de um “bangue-bangue” clássico, em resposta ao cinema hollywoodiano que, para ele, passava por um período de crise na produção de filmes impactantes sobre o Velho Oeste.
Clint Eastwood e Marianne Koch em Por um punhado de dólares, filme sobre o Velho Oeste, de 1964.
Clint Eastwood e Marianne Koch em Por um punhado de dólares, filme sobre o Velho Oeste, de 1964.
  • Era uma vez no Oeste (1968): um clássico do faroeste “spaghetti” dirigido pelo italiano Sergio Leone. Retrata uma história de vingança em meio ao atrito entre a modernidade, representada por uma linha férrea vinda do leste norte-americano, e a selvageria, representada pelo oeste. Estrelado por Charles Bronson, Claudia Cardinale e Henry Fonda.
  • Três homens em conflito (1966): outro título imperdível para os fãs do gênero, também dirigido por Sergio Leone. Neste filme, três personagens — um “bom”, outro “mau” e o último, “feio” — desconstroem os conceitos morais aos quais são atribuídos e proporcionam uma das cenas mais clássicas de um “impasse mexicano” da história do cinema.
  • Rastros de Ódio (1956): neste filme, estrelado por John Wayne, as atribuições da moral são frequentemente questionadas ao apresentar um protagonista que personifica o anti-herói complexo, perturbado e motivado por preconceitos, características que seriam, mais tarde, exploradas por personagens de diretores e produtores renomados como Steven Spielberg, Martin Scorsese e George Lucas.
  • Os imperdoáveis (1992): o ator veterano de western, Clint Eastwood, dirige, coproduz e protagoniza outro clássico do gênero. A narrativa gira em torno de um grupo de pistoleiros quase aposentados que se lançam em uma “última missão” de caça à recompensa, mas o desenrolar violento da história dissolve a romantização do Velho Oeste e questiona a moral sobre o “bem” e o “mal”.
  • O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford (2007): apesar de soar como um spoiler, o título do filme é uma ironia que inverte os valores atribuídos pela mídia na época: na trama, Jesse James, um dos fora da lei mais icônicos (e romantizados) do Velho Oeste da história real, é assassinado por um homem obcecado pela figura do bandido. O questionamento moral sobre quem é o herói e quem é o vilão da trama é enriquecido pelas performances de Brad Pitt e Casey Affleck.
Cartaz de busca pelo Jesse James da vida real, um fora da lei do Velho Oeste que virou personagem do cinema.
Cartaz de busca pelo Jesse James da vida real, um fora da lei do Velho Oeste que virou personagem do cinema.
  • Django Livre (2012): como se deve esperar de um produtor como Quentin Tarantino, este filme é imerso em uma trama que alterna entre diálogos intensos e muita sanguinolência. Nesse título, em particular, o protagonista é Django, um ex-escravizado afro-estadunidense que procura libertar a esposa cativa de uma rica família de escravistas. O elenco brilha com a performance de Jamie Foxx, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Leonardo DiCaprio e Christoph Waltz.

Jogos de Velho Oeste

Leia a seguir a nossa lista de jogos sobre o Velho Oeste que marcaram diversas gerações de arcades, consoles e computadores:

  • The Oregon Trail (1971): o que era para ser um simples programa educativo para demonstrar o pioneirismo norte-americano sobre o oeste dos EUA do século XIX acabou se tornando um dos primeiros games do mundo. Desenvolvido pela MECC, o jogo utilizava recursos de RPG (role-playing game) para ilustrar a difícil vida dos viajantes que percorreram a Trilha do Oregon. Igualmente difícil é manter-se vivo em toda a sua trajetória, já que o personagem escolhido pelo jogador, um lavrador — um carpinteiro ou um banqueiro — pode morrer de diversas maneiras, desde pela picada de uma cobra até por disenteria.
  • Wild Gunman (1974): na era dos fliperamas, Wild Gunman, da Nintendo, funcionava por meio de uma pistola de luz interativa, simulando duelos entre o jogador e um ou mais pistoleiros. Uma versão para o NES (“Nintendinho”) de 1984 tornou o game bastante popular entre os usuários do console, mantendo a exigência de agilidade e precisão no saque e disparo da arma de plástico.
  • Sunset Riders (1991): um dos títulos de “bangue-bangue” preferidos dos usuários de Super Nintendo surgiu como um arcade, desenvolvido pela Konami. Sunset Riders, que permitia a escolha entre quatro caçadores de recompensa caricatos do Velho Oeste que deveriam avançar por oito cenários típicos do imaginário western, repletos de bandidos teimosos e chuvas intermináveis de balas, assim como demandaria qualquer plataforma 2D de respeito daquela época.
  • Outlaws (1997): esse jogo de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela LucasArts é um deleite para os fãs do gênero western (e tiroteios virtuais), com referências aos clássicos do cinema spaghetti e diversos cenários típicos do Velho Oeste, entre cidadezinhas e paisagens naturais. Apesar de contar com um arsenal coerente com aquele período, ainda assim, o jogo é frenético e difícil, enriquecido por uma trilha sonora marcante e uma direção de arte de qualidade.
  • Gun (2005): o mundo aberto de Gun surpreendeu os usuários de computadores e consoles da sexta geração com sua narrativa intrincada e cenários típicos do Velho Oeste. Em meio à trama principal, o jogador pode se distrair com jogatinas de pôquer, corridas a cavalo ou caças à recompensa, de forma muito semelhante ao que Red Dead Redemption viria a apresentar poucos anos mais tarde.
  • Red Dead Redemption (2010) e Red Dead Redemption II (2018): a duologia da Rockstar não poupa recursos ao criar um universo rico, orgânico e imersivo do oeste norte-americano. Com uma narrativa profunda e complexa, o jogador acompanha a busca pela redenção de John Marston, no primeiro título, e de Arthur Morgan, no segundo — ambos veteranos de uma gangue, perseguidos por agentes federais, bandos rivais e complexos dilemas éticos. A duologia se passa entre o final do século XIX e início do XX, demonstrando como pistoleiros, caubóis e gangues encararam o violento e predatório processo de modernização sobre o oeste norte-americano.
Cóuboi segurando pistola em capa de jogo de Velho Oeste, ao lado de um controle de Playstation.
Capa do jogo Red Dead Redemption 2 para Playstation.[3]

História do Velho Oeste

Desde a independência das Treze Colônias norte-americanas em relação à Inglaterra, em 1776, criaram-se no recém-formado país algumas ideologias que buscaram estabelecer os fundamentos de uma identidade nacional. Com isso, ao final do século XVIII, figuras políticas influentes das ex-colônias, como Thomas Jefferson, defendiam a expansão do setor agrícola e destacavam a importância dos cidadãos agricultores na construção dessa identidade.

Essa ideia era reforçada pela predatória ideologia do “Destino Manifesto”, fundamentada por conceitos pseudocientíficos como o etnocentrismo e o determinismo, que encarava a expansão territorial dos EUA como uma vontade divina em combate à “selvageria” das terras “incivilizadas” e todos os povos originários que nelas viviam. Ao final daquele do século, disseminou-se também a “tese da fronteira” proposta por Frederik Jackson, que via nas terras adjacentes um propósito de consolidação da identidade pioneira — sem que se respeitassem os povos dali.

A expansão fundamentada por estas ideologias se iniciou logo no princípio do século seguinte, tanto que, de 1803 em diante, já havia um prenúncio do que viria a ser o Velho Oeste, já que a compra da extensa Louisiana francesa por parte do governo dos EUA (que quase dobrava o tamanho de seu território) exigia a assimilação daquelas terras pelo modelo estadunidense.

Nas décadas seguintes, através de diversos métodos, o governo dos EUA expandiu o seu território para o Texas, Oregon e outros; com a derrota do México em 1848 e o Tratado de Guadalupe Hidalgo, o país avançou ainda mais sobre outros territórios que abrangiam os atuais Utah, Novo México, Nevada, Arizona entre outros, até a costa do oceano Pacífico, na Califórnia.

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Locomotiva típica do Velho Oeste.
As locomotivas eram um dos símbolos do progresso vindo do leste estadunidense.

A rápida sucessão de conquistas territoriais não era o suficiente — baseada nas ideologias pseudocientíficas do século, havia ainda a ameaça da “selvageria” sobre a civilização trazida de grande parte das Treze Colônias originárias do leste do país. Os conflitos dialéticos entre civilizado e selvagem, moderno e antiquado, novo e velho — daí, a oposição do imaginário popular que inseria o Oeste como “velho” — eram comuns no pensamento positivista que buscava, obsessivamente, o progresso.

Por toda a porção oeste do país, de acordo com aquela concepção, havia obstáculos que colocavam o progresso em risco: tribos indígenas, bandos de foras da lei e riquezas naturais pouco exploradas. A riqueza de recursos oferecidas por aquela imensidão territorial exigia a exploração dos magnatas do capitalismo, que passaram a construir ferrovias, plataformas de petróleo e fábricas, além de incentivarem práticas não sustentáveis de extração de recursos (metais preciosos, madeira), bem como a caça e a pesca predatórias.

Pintura representando caubóis perseguindo indígenas a cavalo no Velho Oeste.
A busca pelo progresso serviu de pretexto para os massacres de populações indígenas e a destruição da natureza.

Na prática, o Velho Oeste se diferia muito do que foi construído pelo imaginário popular. Ao final do século XIX, os maiores foras da lei daquele contexto haviam se tornado lendas — entre eles, Buffalo Bill, Jesse James, Butch Cassidy e Billy The Kid — e com eles, havia um grande número de publicações de revistinhas de aventura, facilmente obtidas em bancas de jornais. Espetáculos teatrais antecederam o sucesso dos caubóis nos cinemas, divulgados pela indústria hollywoodiana muitas vezes em parceria com empresas italianas de entretenimento.

Na segunda metade do século XX, a temática continuou a ser imensamente explorada, agora também pela televisão, e, com ela, toda a romantização de um período de lentas mudanças: duelos entre pistoleiros, xerifes justiceiros e guerras entre caubóis e indígenas eram aspectos que faziam mais sentido na ficção do que na história real.

Saiba mais: American way of life — o que é modo de vida americano e como ele se espalhou pelo mundo?

Curiosidades sobre o Velho Oeste

  • A palavra da língua portuguesa “faroeste” é uma variação do inglês far west, ou “oeste distante”.
  • Os cowboys raramente possuíam origens europeias. Era muito mais comum que possuíssem origens africanas ou mexicanas.
  • As chamadas “cidades-fantasma” eram locais abandonados após o esgotamento de recursos naturais ao redor, principalmente minas de metais preciosos. Raramente elas duravam mais de um ano, já que estes recursos eram exauridos rapidamente, embora muitas vezes fossem reocupadas por trabalhadores do campo.
Carros e casas abandonadas em cidade-fantasma do Velho Oeste dos Estados Unidos.
A cidade-fantasma de Bodie, na Califórnia, é a mais bem preservada do estado.[4]
  • No Velho Oeste, havia muitos imigrantes chineses, muitos dos quais fizeram parte da construção de grandes cidades como San Francisco e Denver.
  • Jesse James foi um dos foras da lei mais heroicizados da época, contando com uma legião de fãs e constantemente abordado pela imprensa.
  • Era muito mais comum que as populações que ocuparam o Velho Oeste usassem chapéus-coco, cartolas ou boinas, e não chapéus de aba larga, que eram mais usados em fotografias.
  • Nas cidades do Velho Oeste, não havia violência desenfreada, como demonstrado pela cultura popular. O uso de armas era proibido por lei, tiroteios eram raros e revólveres eram muito menos utilizados que fuzis.
  • Muitas tribos indígenas, frente à “modernização” vinda do leste norte-americano, aderiram aos costumes de trabalho no campo.
  • A chance de morrer por disenteria no Velho Oeste era muito maior que por um tiroteio, em decorrência das condições precárias de saúde e higiene.
  • Durante o Velho Oeste, milhões de bisões americanos foram caçados por suas peles e outros fins, levando-os à quase extinção; estima-se que, por volta de 1890, houvesse menos de cem deles vivos.

Créditos das imagens

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[1] Pat Moore/ Shutterstock

[2] Wikimedia Commons

[3] MartiBstock/ Shutterstock

[4] Nagel Photography/ Shutterstock

Fontes

BROWN, Dee. Enterrem meu coração na curva do rio: a dramática história dos índios norte-americanos. Porto Alegre: L&PM, 2003.

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FIRMINO, Jonathan. 12 filmes de faroeste ‘espaguete’ que valem a pena assistir hoje mesmo. Techtudo, 2024. Disponível em https://www.techtudo.com.br/listas/2024/09/12-filmes-de-faroeste-espaguete-que-valem-a-pena-assistir-hoje-mesmo-streaming.ghtml

KNOLTON, Christopher. Cattle Kingdom: The Hidden History of the Cowboy West. Boston: Mariner Books, 2018.

MOTT, Tony (Org). 1001 videogames para jogar antes de morrer. Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

PAUL, Heike. Agrarianism, Expansionism, and the Myth of the American West. The Myths That Made America: An Introduction to American Studies. Bielefeld: Transcript, 2014.

Escritor do artigo
Escrito por: Cassio Remus de Paula Cássio é doutor em História pela UFPR, mestre e bacharel em História pela UEPG. Atua como professor de História, Filosofia e Sociologia.
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PAULA, Cassio Remus de. "Velho Oeste"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/velho-oeste.htm. Acesso em 03 de fevereiro de 2026.
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