“Ressarcir” é um verbo defectivo. Pensando nisso, que tal relembrar o conceito referente a “defectivos”? Verbos defectivos são aqueles que não possuem conjugação completa, tendo em vista os tempos e pessoas que integram as conjugações verbais de uma forma geral. Importante também é saber que essa não existência se deve a fatores de ordem morfológica e eufônica (referente ao som que uma determinada palavra produz ao ser pronunciada).
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Desse modo, para que fique bem clara a intenção comunicativa que norteia o artigo em questão, analisemos o enunciado a seguir:
Eu ressarço todos os prejuízos causados pela colisão.
Eis que, ao analisarmos os aspectos eufônicos oriundos do verbo ressarcir (ora flexionado no exemplo), verificamos uma certa anormalidade. Dessa forma, constatamos o porquê de ele ser considerado como defectivo (razão pela qual não há a possibilidade de uma conjugação completa). Assim sendo, vejamos na íntegra como ele é conjugado:
Modo indicativo
Verbo ressarcir

No presente do modo indicativo, há somente a primeira e a segunda pessoa do plural
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Modo Subjuntivo
Subjuntivo do verbo ressarcir

No modo subjuntivo, o tempo presente não possui pessoas verbais
Imperativo
Modo imperativo
Imperativo afirmativo
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Imperativo do verbo ressarcir

No imperativo afirmativo, há somente a segunda pessoa do plural
Imperativo negativo
Não há pessoas verbais integrando esse tempo
Infinitivo pessoal
Infinitivo flexionado do verbo ressarcir
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No infinitivo pessoal há todas as pessoas verbais
Formas nominais
Formas nominais do verbo ressarcir

As formas nominais são representadas pelo gerúndio, particípio e infinitivo
Constatadas todas as peculiaridades, sobretudo a não conjugação de determinados modos, tempos e pessoas verbais, torna-se recomendável que, tendo em vista a intenção do emissor, em determinadas circunstâncias seja feita a substituição do verbo em estudo por outro, sinônimo. Exemplos disso são os verbos “indenizar”, “reparar”, “compensar”, entre outros.
Assim sendo, voltemos ao exemplo anterior, reformulando-o:
Eu reparo todos os prejuízos causados pela colisão.
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Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola