Irã e Estados Unidos são países rivais que entraram em confronto direto no ano de 2026, sob a justificativa de que o programa nuclear iraniano representaria uma ameaça ao país norte-americano. Contudo, eles nem sempre foram inimigos. O Irã e os Estados Unidos foram aliados em meados do século XX, até quando a Revolução Iraniana de 1979 implementou uma república islâmica no país do Oriente Médio e buscou afastar todas as influências ocidentais. Seus desdobramentos levaram ao corte das relações diplomáticas entre os países, à imposição de sanções ao Irã e, mais tarde, à declaração de que o país era um patrocinador do terrorismo. No começo dos anos 2000, foi inserido no “Eixo do Mal” pelos Estados Unidos.
O atual conflito entre os países têm deixado o mundo em alerta não somente para os impactos econômicos das ações engendradas no Oriente Médio, mas, sobretudo, para uma escalada das hostilidades com um número cada vez maior de nações envolvidas.
Leia também: Quais são as causas dos conflitos entre Israel e Palestina?
Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre Irã e Estados Unidos
- 2 - Conflitos entre Irã e Estados Unidos
- 3 - Qual a origem do conflito entre Irã e Estados Unidos?
- 4 - Por que o Irã é inimigo dos Estados Unidos?
- 5 - Quem são os aliados do Irã e dos Estados Unidos?
- 6 - Mapa do Irã
- 7 - Irã e Estados Unidos na atualidade
Resumo sobre Irã e Estados Unidos
- Irã e Estados Unidos são países cuja rivalidade se manifesta desde, pelo menos, a década de 1980.
- Os países chegaram a ser aliados antes disso. No entanto, a Revolução Iraniana de 1979 e seus desdobramentos levaram ao rompimento diplomático entre eles e à imposição de sanções ao Irã por parte dos Estados Unidos.
- No começo dos anos 2000, o Irã, ao lado da Coreia do Norte e do Iraque, foi listado pelos Estados Unidos como um dos países pertencentes ao “Eixo do Mal”.
- A condução do programa nuclear iraniano e o enriquecimento de urânio no país islâmico também suscitaram escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã ao longo da história.
- Um acordo foi feito em 2015 para que o Irã limitasse o enriquecimento de urânio e, em troca, teria as sanções removidas. Contudo, os Estados Unidos deixaram o acordo em 2018.
- Atualmente, os principais aliados do Irã são os grupos paramilitares do Oriente Médio, como Hezbollah e Hamas. Ao lado dos Estados Unidos, estão Israel, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Jordânia, além da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
- O ano de 2026 marcou a retomada dos conflitos entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio, com bombardeios estadunidenses e israelenses no país islâmico e a retaliação deste, que incluiu ataques diretos e o fechamento do Estreito de Ormuz.
- Nos ataques, mais de 700 pessoas foram mortas, incluindo o então líder político e religioso do Irã, o Aiatolá Khamenei.
- Diante do atual cenário, há o risco de escalada de tensões e de consequências geopolíticas e econômicas em todo o mundo.
Conflitos entre Irã e Estados Unidos
→ Conflitos entre Irã e Estados Unidos no século XX
A recente guerra deflagrada no Oriente Médio entre o Irã e Israel, com a participação direta dos Estados Unidos contra o país islâmico, trouxe à tona uma rivalidade entre territórios que se desenrola desde, pelo menos, a década de 1980. Antes de mais nada, é fundamental pontuarmos que a presença dos Estados Unidos na geopolítica dos países daquela região da Ásia Central é uma constante há algumas décadas, ocorrendo principalmente mediante as decisões que são tomadas no âmbito do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual os estadunidenses são membros permanentes.
Considerando a sua relação com o Irã, os conflitos se iniciaram a partir da década de 1980, quando a reestruturação política que aconteceu no território iraniano levou ao rompimento do país do Oriente Médio com os Estados Unidos. Além do corte das relações diplomáticas, os Estados Unidos impuseram sanções ao Irã, notadamente embargos militares, econômicos e comerciais.
Em períodos precedentes, os países em questão chegaram a ser aliados. Contudo, o posicionamento contrário dos estadunidenses ficou evidenciado durante a guerra entre o Irã e o Iraque que aconteceu entre 1980 e 1988, quando os Estados Unidos se alinharam aos iraquianos e ofereceram apoio econômico e tecnológico. Embora não tivesse participado diretamente do confronto, o ato serviu como uma forma objetiva de firmar a sua posição contrária ao Irã e ao avanço da Revolução Islâmica pelo Oriente Médio.
Nesse ínterim, o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan adicionou o Irã à lista dos países “patrocinadores do terrorismo” por conta de um ataque em Beirute, no Líbano, em 1983, que resultou na morte de 241 soldados estadunidenses. Esse ataque foi atribuído ao grupo Hezbollah, surgido no Líbano, mas que recebeu apoio iraniano e sírio. Pouco tempo mais tarde, no entanto, um escândalo explodiu nos Estados Unidos quando foi descoberto um esquema de venda de armas por parte de oficiais do governo estadunidense para a libertação de compatriotas que estavam sendo feitos de refém pelo Hezbollah.
No ano de 1988, no Estreito de Ormuz, que separa o Irã de Omã, no Golfo Pérsico, um navio de guerra dos Estados Unidos que estava em missão militar na região atingiu uma mina iraniana, causando uma explosão. O país norte-americano respondeu com um ataque a plataformas de petróleo e a uma embarcação do Irã, o que acirrou as tensões entre ambos os países.
Apesar de todas essas questões e do apoio temporário oferecido na guerra contra o Irã, os Estados Unidos não se tornaram aliados do Iraque, o que foi comprovado através da Guerra do Golfo, que se passou entre 1990 e 1991. Esse conflito foi marcado pela invasão iraquiana no Kuwait em meio à flutuação brusca do preço do petróleo, o que afetou duramente a economia do Iraque e gerou acusações do país a respeito da conduta comercial do Kuwait. Não obstante o Irã tenha se declarado isento no conflito, as disputas com os Estados Unidos continuaram na esfera diplomática.
Novas sanções econômicas foram estabelecidas pelos Estados Unidos contra o Irã durante a década de 1990, tendo como foco o comércio de hidrocarbonetos e culminando em um embargo total do petróleo iraniano em 1995. No mesmo período, mais precisamente em 1992, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a Lei de Não Proliferação de Armas Irã-Iraque, que previa a imposição de medidas contrárias a países e a agentes que auxiliassem, de alguma forma, a aquisição ou o desenvolvimento de armas químicas ou biológicas pelos países mencionados.
→ Conflitos entre Irã e Estados Unidos no século XXI
Mesmo após uma breve tentativa de reaproximação em 2001, o Irã foi classificado pelos Estados Unidos como pertencente ao “Eixo do Mal”, formado por países acusados de deterem armas de destruição em massa. Além do Irã, o então presidente estadunidense George W. Bush declarou fazerem parte desse grupo o Iraque e a Coreia do Norte. Essa postura adotada pelos Estados Unidos se deu no contexto da chamada Guerra ao Terror, política antiterrorista lançada logo após os atentados de 11 de setembro.
Vale destacar que o programa nuclear do Irã estava ativo desde a década de 1950, com foco em enriquecimento de urânio para pesquisas e para geração de energia elétrica. Para ambas as finalidades, o procedimento mantém níveis baixos, de até 20%, o que não seria suficiente para que o material radioativo fosse usado na fabricação de ogivas nucleares. O programa iraniano chegou a contar com o apoio dos Estados Unidos nas primeiras décadas da sua implementação, assegurando o uso pacífico dos recursos nucleares como parte de um movimento “Átomos para a Paz”, conforme expressão cunhada em discurso proferido pelo presidente dos Estados Unidos da época, Dwight D. Eisenhower, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1953.
O rompimento diplomático entre Estados Unidos e Irã e o acirramento de tensões entre eles ampliaram as desconfianças acerca do enriquecimento de urânio no país do Oriente Médio, especialmente pelo fato de o Irã não ter aderido ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). No decorrer do tempo, novas sanções econômicas foram impostas pelos Estados Unidos ao Irã sob a justificativa de que o país islâmico estaria enriquecendo o urânio a níveis acima do permitido. Somente em 2015 é que houve um tipo de acordo entre os países, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que incluiu, também, nações da Europa.
Segundo o JCPOA, o Irã se comprometeu a limitar o enriquecimento de urânio e a autorizar novos mecanismos de fiscalização internacional em troca da retirada das sanções econômicas. Contudo, apenas três anos mais tarde, os Estados Unidos se retiraram do acordo. Em 2019, o país norte-americano realizou ataques no Estreito de Ormuz, além de ter intensificado a sua campanha contrária ao Irã, sobretudo, durante a primeira administração de Donald Trump. Agora, em seu segundo mandato, houve o ataque direto das forças estadunidenses ao território iraniano, o que gerou retaliações e a instalação de uma profunda crise no Oriente Médio e de tensões em escala planetária.
Qual a origem do conflito entre Irã e Estados Unidos?
O conflito entre Irã e Estados Unidos teve a sua origem com a Revolução Iraniana de 1979. Conhecida, também, como Revolução Islâmica, o evento se iniciou como uma revolta popular contra a monarquia do xá Reza Pahlavi e em apoio ao discurso de uma influente figura religiosa no país, o Aiatolá Khomeini, que defendia a implementação da lei islâmica e o afastamento das influências ocidentais no país.
O Irã era, até então, um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio e havia passado por um processo de modernização que ficou marcado pela influência cada vez maior do ocidente no seu modo de vida. Ao mesmo tempo, as desigualdades socioeconômicas se aprofundavam no país, o que fez crescer a insatisfação da população iraniana e catalisou a crise social traduzida em protestos populares e em greves entre 1978 e 1979, assim como um apoio cada vez mais numeroso ao Aiatolá Khomeini.
A revolução transformou por completo o sistema político e, sobretudo, o modo de vida da população do Irã, terminando com a fundação de uma república teocrática xiita, a República Islâmica do Irã, a destituição da monarquia e o exílio do xá Reza Pahlavi nos Estados Unidos. O país ocidental, então, determinou o fim das relações diplomáticas com o Irã, declarando apoio àquelas nações que estivessem alinhadas aos interesses estadunidebses e pudessem, além disso, conter o avanço de novas teocracias xiitas no Oriente Médio e, mais tarde, listando o Irã como um patrocinador do terrorismo e parte do “Eixo do Mal”.
Por que o Irã é inimigo dos Estados Unidos?
A inimizade entre Irã e Estados Unidos foi construída ao longo da segunda metade do século XX, tendo iniciado com a intervenção na política iraniana no ano de 1953. Foi quando os Estados Unidos, junto do Reino Unido, apoiaram um golpe de Estado no país do Oriente Médio, resultando na destituição do primeiro-ministro Mohamed Mossadeq e no maior apoio do governo do xá Reza Pahlavi ao país norte-americano.
Mais tarde, na década de 1979, a revolta popular contra o cenário econômico nacional e a ocidentalização cultural do Irã ajudaram na chegada do Aiatolá Khomeini ao poder e na implementação de uma teocracia xiita no país, fazendo forte oposição aos Estados Unidos. A situação escalou naquele mesmo ano com a chamada Crise dos Reféns, quando estudantes iranianos invadiram a embaixada americana em Teerã e fizeram 66 pessoas de refém como forma de apoio à revolução em curso.
Em 1980, houve o rompimento das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a imposição de sanções contra o país do Oriente Médio. Desde então, os impasses sobre o programa nuclear iraniano e a forte divergência política entre os países resultaram em inúmeros conflitos nos campos diplomático e militar, mobilizando uma ampla rede de apoio de ambos os lados e culminando na recente escalada de tensões em todo o mundo diante de uma iminente guerra no Oriente Médio.
Quem são os aliados do Irã e dos Estados Unidos?
Considerando o atual contexto de guerra no Oriente Médio, o número de Estados que se encontram abertamente favoráveis ao Irã reduziu de forma significativa. Os principais aliados do país, além do Paquistão, no sul da Ásia, são os grupos paramilitares que receberam apoio e/ou treinamento militar iraniano para atuarem na região, e que apresentam uma postura totalmente contrária aos Estados Unidos, à Israel e à influência ocidental sobre os países do Oriente Médio. Dentre esses grupos, estão o Hezbollah (Líbano), o Hamas (Faixa de Gaza) e o Houthis (Iêmen).
Israel é o principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio. O país norte-americano mantém parceria com países árabes como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, o Egito, o Kuwait e a Jordânia. Mais recentemente, após a destituição do ex-presidente Bashar al-Assad, a Síria também se alinhou com os Estados Unidos contra o Irã. Além disso, como sendo parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o país também recebe apoio dos demais membros da organização.
Na geopolítica moderna, existem países com posições abertamente contrárias às dos Estados Unidos, como Rússia e China, que chegaram a condenar os ataques realizados no território iraniano em 2026. Contudo, a sua atuação visa à redução de conflitos internacionais e à manutenção de laços diplomáticos com diferentes países do Oriente Médio e de outras regiões do planeta. Dessa forma, eles não são considerados aliados de nenhuma das partes envolvidas.
Acesse também: China x EUA — o que provoca a tensão entre eles?
Mapa do Irã
Irã e Estados Unidos na atualidade
Em junho de 2025, os Estados Unidos executaram a Operação Martelo da Meia-noite, que consistiu no bombardeio das instalações de um complexo nuclear em Fordo, a menos de 100 quilômetros ao sul de Teerã, e outros alvos semelhantes. À época, houve retaliação do Irã contra bases militares americanas no Oriente Médio, com a promessa de escalada dos confrontos.
A rivalidade entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo no ano de 2026. No dia 28 de fevereiro, o país norte-americano e Israel, seu principal aliado no Oriente Médio, lançaram uma série de ataques sobre o território iraniano. As explosões aconteceram principalmente em Teerã, capital iraniana, e resultaram na morte de mais de 787 pessoas. O líder político e religioso iraniano, o Aiatolá Khamenei, sucessor de Khomeini, também foi morto nos ataques. Como resposta, o Irã atacou alvos em Israel e nos países árabes aliados dos Estados Unidos, além de ter fechado o acesso ao Estreito de Ormuz. Os impactos dessa ação já têm sido observados no preço internacional do petróleo, que tem aumentado, ao mesmo tempo em que há perspectivas de ampliação da escala desse conflito.
Mais uma vez, uma suposta ameaça de que a continuidade do programa nuclear iraniano representaria para o país e para o mundo foi a justificativa para o reinício das ofensivas em 2026. Vale mencionar que foi noticiado|1|, em 2024, o aumento dos estoques iranianos de urânio enriquecido a 60%, e que, a despeito do acordo firmado uma década atrás, não houve autorização do Irã para que a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) inspecionasse as instalações. Assim sendo, o objetivo dos ataques contra o país islâmico desde então seria enfraquecer o seu programa nuclear e evitar, com isso, o aumento de capacidade para a construção de uma arma de destruição em massa.
Notas
|1| REDAÇÃO. Irã aumenta estoque de urânio enriquecido a 60%; nível é próximo ao de armas nucleares, diz agência da ONU. G1, 27 mai. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/05/27/ira-aumenta-estoque-de-uranio-enriquecido-a-60percent-nivel-e-proximo-ao-de-armas-nucleares-diz-agencia-da-onu.ghtml.
Crédito de imagem
[1] somkanae sawatdinak / Shutterstock
[2] Jason and Bonnie Grower / Shutterstock
[3] Attila JANDI / Shutterstock
[4] Aris Katsaris / Wikimedia Commons (reprodução)
Fontes
CASEMIRO, Poliana. O que está por trás do confronto entre Israel, Irã e Estados Unidos e o que podemos esperar? G1, 03 mar. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/03/o-que-esta-por-tras-do-confronto-entre-israel-ira-e-estados-unidos-e-o-que-esperar.ghtml.
GARDNER, Frank. Quem são os aliados dos EUA no Golfo alvo dos contra-ataques do Irã — e o que pode acontecer com eles. BBC, 02 mar. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjenzeqe0x5o.
MÉDICI, Daniel. Quem são os aliados de EUA e Irã no Oriente Médio. G1, 28 jan. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/quem-sao-os-aliados-de-eua-e-ira-no-oriente-medio.ghtml.
MORGADE, Alba. EUA X Irã: o que originou a rivalidade de décadas entre os dois países. BBC, 03 jan. 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-50983943.
REDAÇÃO. Ataques de EUA e Israel deixaram 201 mortos e quase 750 feridos, diz mídia iraniana. G1, 28 fev. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/28/ataques-dos-eua-e-israel-ao-ira-deixaram-201-mortos-diz-midia-iraniana.ghtml.
REDAÇÃO. History of US-Iran relations: From the 1953 regime change to Trump strikes. Al Jazeera, 23 jun. 2025. Disponível em: https://www.aljazeera.com/news/2025/6/23/history-of-us-iran-relations-from-the-1953-regime-change-to-trump-strikes.
REDAÇÃO. Irã busca Putin em meio à escalada da guerra com EUA e Israel. BBC, 21 jun. 2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwykx1l49n0o.
REDAÇÃO. Irã x EUA e Israel: quem apoia cada país e quem é neutro no Oriente Médio. UOL Notícias, 02 mar. 2026. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/03/02/ira-x-eua-e-israel-quem-apoia-cada-pais-no-oriente-medio.htm.
REDAÇÃO. Saiba quais países apoiaram ou condenaram os ataques ao Irã. Poder 360, 01 mar. 2026. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/saiba-quem-apoiou-e-quem-condenou-ataques-contra-ira/.
REUTERS. Missão fracassada dos EUA completa 30 anos. O Estado de São Paulo, 26 abr. 2010. Disponível em: https://www.estadao.com.br/internacional/missao-fracassada-dos-eua-completa-30-anos/.