As cobras peçonhentas, comumente conhecidas como cobras venenosas, produzem peçonha, uma substância que contém toxinas, e possuem presas especializadas que permitem inoculá-la durante a picada. A peçonha é utilizada principalmente para capturar e imobilizar presas, mas também pode atuar como mecanismo de defesa. Sua composição e seus efeitos variam entre as diferentes espécies, podendo afetar o sistema nervoso, os músculos, o sangue e outros tecidos da vítima.
A cobra mais peçonhenta do mundo é endêmica da Austrália e é conhecida como taipan-ocidental (Oxyuranus microlepidotus). No Brasil, as serpentes peçonhentas de importância médica pertencem principalmente às famílias Viperidae e Elapidae, destacando-se as jararacas, cascavéis, surucucus e corais-verdadeiras. Em caso de acidente com uma cobra peçonhenta, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente.
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Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre cobras peçonhentas
- 2 - Lista de cobras peçonhentas
- 3 - Qual a cobra mais venenosa do mundo?
- 4 - Cobras peçonhentas do Brasil
- 5 - Como identificar cobras peçonhentas?
- 6 - Diferenças entre veneno e peçonha
Resumo sobre cobras peçonhentas
- Cobras peçonhentas são aquelas que produzem peçonha, uma substância que contém toxinas.
- São comumente conhecidas como venenosas, porém, o termo correto é peçonhentas.
- Têm presas especializadas que permitem inocular a peçonha durante a picada.
- Utilizam a peçonha principalmente para capturar e imobilizar presas e também como mecanismo de defesa.
- A composição e os efeitos da peçonha variam entre as diferentes espécies.
- As toxinas podem afetar o sistema nervoso, músculos, sangue e tecidos da vítima.
- A cobra mais peçonhenta do mundo é a taipan-ocidental (Oxyuranus microlepidotus), espécie endêmica da Austrália.
- As serpentes peçonhentas brasileiras são divididas em duas famílias: Viperidae e Elapidae.
- No Brasil, destacam-se as jararacas, cascavéis, surucucus e corais-verdadeiras.
- Em caso de acidente com cobras peçonhentas, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente.
Lista de cobras peçonhentas
- Taipan-ocidental (Oxyuranus microlepidotus).
- Jararaca-da-mata (Bothrops jararaca).
- Cascavéis (nome genérico de cobras das famílias Sistrurus e Crotalus).
- Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta).
- Cobra-coral (Micrurus fulvius).
- Víbora-azul (Trimeresurus insularis).
- Cobra-marrom-oriental (Pseudonaja textilis).
- Mamba-negra (Dendroaspis polylepis).
- Cobra-real (Ophiophagus hannah).
- Cobra-da-morte (Acanthophis antarcticus).
- Víbora-de-Russell (Daboia russelii).
Qual a cobra mais venenosa do mundo?
A cobra mais peçonhenta do mundo é endêmica da Austrália. É a taipan-ocidental (Oxyuranus microlepidotus), uma cobra pertencente ao gênero Oxyuranus, que possui três espécies conhecidas — todas peçonhentas. Segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, o veneno dela é tão potente que é capaz de matar até 100 pessoas com apenas uma gota.
O Museu Australiano, entretanto, que documenta informações e espécimes de serpentes nativas do país, relata que trata-se de uma espécie com comportamento solitário e que evita contato com humanos, sendo raramente vista.
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Cobras peçonhentas do Brasil
O Brasil abriga cerca de 321 espécies de serpentes, das quais apenas 36 são peçonhentas. As serpentes peçonhentas brasileiras são divididas em duas famílias: Viperidae e Elapidae. Em termos de potência do veneno, as cobras brasileiras mais peçonhentas são: corais-verdadeiras, surucucu-pico-de-jaca, jararacas e cascavéis.
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Jararaca (gênero Bothrops)
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Cascavel (gênero Crotalus)
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Surucucu-pico-de-jaca (gênero Lachesis)
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Cobra-coral (gênero Micrurus)
Como identificar cobras peçonhentas?
Identificar uma cobra peçonhenta não é tarefa simples, sendo feita por critérios anatômicos. Como as diferenças nem sempre são claras para um observador comum e o erro pode ser perigoso, a recomendação oficial é manter distância de qualquer serpente encontrada e, no caso de corais, tratar todas como se fossem peçonhentas.
Segundo o Instituto Butantan, a fosseta loreal é uma das formas mais seguras de identificar a maioria das serpentes peçonhentas.
A fosseta loreal é um pequeno orifício localizado entre os olhos e as narinas que funciona como um órgão termorreceptor extremamente sensível à temperatura. Essa estrutura é típica de serpentes da família Viperidae (como as jararacas e cascavéis). No entanto, ela não está presente nas cobras corais, embora todas as corais sejam peçonhentas.
Além da presença ou ausência da fosseta loreal, outras características físicas ajudam na identificação, divididas principalmente entre os dois grandes grupos de serpentes peçonhentas do Brasil:
→ Características da família Viperidae (jararacas, cascavéis e surucucus)
Para este grupo de serpentes, os seguintes traços físicos costumam se repetir:
- cabeça triangular e destacada em relação ao resto do corpo;
- topo da cabeça recoberto por pequenas escamas quilhadas;
- olhos com pupila em fenda vertical;
- escamas do corpo alongadas;
- dentição solenóglifa — par de presas inoculadoras de veneno muito grandes, ocas e móveis na região anterior da boca, que se projetam para a frente no momento do bote para injetar o veneno com alta precisão, funcionando como uma agulha de injeção.
- presença do chocalho (guizo) — no caso específico da cascavel (Crotalus durissus), a presença de um chocalho na ponta da cauda é um elemento físico único e definitivo de identificação no Brasil.
→ Características das cobras corais-verdadeiras (família Elapidae)
As corais-verdadeiras pertencem à família Elapidae e possuem traços de identificação diferentes das víboras. São eles:
- cabeça pequena e arredondada, pouco destacada do restante do corpo.
- olhos pequenos com pupilas redondas.
- não possuem fosseta loreal.
- apresentam um padrão marcante de anéis coloridos em preto, vermelho, branco ou amarelo distribuídos pelo corpo.
- dentição proteróglifa — suas presas de veneno são curtas, fixas (imóveis) e localizadas na parte anterior da boca.
Com relação às cobras corais, existem espécies de falsas corais (não peçonhentas) que imitam esse padrão de coloração de forma a enganar os predadores de que também são venenosas e evitar a predação. Para diferenciar as duas, é preciso reparar na ordem das cores: nas corais-verdadeiras, preto e vermelho não se encostam.
Porém, como os padrões de coloração podem ser muito semelhantes, não é seguro utilizar apenas as cores para diferenciar uma coral-verdadeira de uma falsa-coral.
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Diferenças entre veneno e peçonha
Tanto o veneno quanto a peçonha são compostos que apresentam toxinas, substâncias que causam danos fisiológicos ou neurológicos aos seres vivos. A principal diferença está na forma como essas substâncias entram em contato com outros organismos. Os animais peçonhentos injetam suas toxinas de forma ativa, por meio de estruturas especializadas, como presas, ferrões ou espinhos. Aqui podemos pensar nas vespas e nas cobras peçonhentas.
Já os animais venenosos apresentam toxinas que causam intoxicação de forma passiva, quando outro animal toca, ingere ou entra em contato com suas substâncias tóxicas. É o caso de alguns sapos venenosos, por exemplo.
→ Cobra peçonhenta ou cobra venenosa?
Apesar de nos referirmos às cobras como venenosas, o termo correto, na verdade, é cobra peçonhenta, isso porque as cobras são capazes de inocular o seu veneno com estruturas específicas chamadas de presas, assim como outros animais peçonhentos, como vimos acima.
Créditos das imagens
Fontes
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BUBU TANTAN. Quietinha e mortal: conheça o poder da coral verdadeira, uma das serpentes mais tóxicas do Brasil. Instituto Butantan, 2022. Disponível em: https://butantan.gov.br/bubutantan/quietinha-e-mortal-conheca-o-poder-da-coral-verdadeira-uma-das-serpentes-mais-toxicas-do-brasil
BUBU TANTAN. Surucucu, uma gigante peçonhenta que é especialista em esconde-esconde. Instituto Butantan, 2023. Disponível em: https://butantan.gov.br/bubutantan/surucucu-uma-gigante-peconhenta-que-e-especialista-em-esconde-esconde
BUBU TANTAN. Uma jararaca nada comum - conheça a maior causadora de acidentes com cobras do Brasil. Instituto Butantan. Disponível em: https://butantan.gov.br/bubutantan/uma-jararaca-nada-comum-conheca-a-maior-causadora-de-acidentes-com-cobras-do-brasil
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