O Massacre da família Hope é um thriller do escritor estadunidense Riley Sager, pseudônimo de Todd Ritter. O livro conquistou booklovers nas redes sociais desde o seu lançamento, em 2024.
Esse foi o livro lido no segundo ciclo de leitura do Clube do Livro do Brasil Escola, tendo sido escolhido pelos integrantes do clube por meio de uma votação em uma batalha que envolvia outras três obras enquadradas no gênero terror/thriller: O médico e o monstro, Frankstein e O fantasma da ópera.
Leia também: O que é thriller?
Tópicos deste artigo
- 1 - O que você vai encontrar em O massacre da família Hope?
- 2 - Quem escreveu O massacre da família Hope?
- 3 - Afinal, nós gostamos?
- 4 - Live de fechamento do ciclo de leitura de O massacre da família Hope
O que você vai encontrar em O massacre da família Hope?
A história se passa em uma cidade costeira no estado do Maine, Estados Unidos. A região é assombrada por um crime que, supostamente, Lenora Hope teria cometido. Ela é acusada de assassinar brutalmente a irmã, Virginia Hope, o pai, Winston Hope, e a mãe, Evangeline Hope, dentro da mansão da família, à beira de um penhasco.
Lenora Hope ainda vive na velha e deteriorada mansão, 50 anos depois do crime. Acamada e sem movimentos, a Srta. Hope parece inofensiva. Na casa também moram a governanta, Sra. Baker, o cozinheiro, Archie, a faxineira, Jessie, e o caseiro, Carter.
Kitt McDeere é uma cuidadora de idosos que, após uma suspensão por supostamente ter sido negligente com uma cliente da Agência Gurlain de Cuidadores de Idosos, é designada para cuidar de Lenora Hope.
Inicialmente com receio, ela segue rumo à mansão para iniciar o trabalho de cuidadora. A casa à beira do penhasco está em estado deplorável, além de ainda carregar marcas do assassinato da família Hope.
A cuidadora descobre que Lenora consegue datilografar na velha máquina, e então oferece para ajudá-la a se comunicar. Espantada, ela lê no papel:
“eu quero te contar tudo
— Tudo? O que isso significa?
coisas que nunca contei a mais ninguem”
Desde então, Kitt trava uma missão interna para descobrir o que realmente aconteceu naquela noite. Recheado de reviravoltas surpreendentes, esse thriller entrega suspense e horror na medida certa para amantes do gênero.
Quem escreveu O massacre da família Hope?
O massacre da família Hope é do escritor, editor e jornalista estadunidense Riley Sager, pseudônimo de Todd Ritter. A primeira obra do autor foi As sobreviventes, best-seller nos Estados Unidos e publicado em mais de 24 países. O autor já vendeu mais de 3 milhões de cópias no total e seus livros são um fenômeno nas redes sociais.
Leia também: Tipos de terror
Afinal, nós gostamos?
A seguir, você confere a opinião das mediadoras do Clube do Livro do Brasil Escola (Lara, Nay e Naty):
-
Opinião da Nay
O suspense de Riley Sager é um dos mais bem escritos que já tive contato. O autor bebe da fonte de um dos maiores nomes do terror, Stephen King. Isso é percebido pela forma com que Sager “deu vida” à mansão Hope’s End, fazendo com que o leitor tenha uma sensação sufocante e claustrofóbica ao descrever a casa rachando, quase desmoronando.
Não consegui antecipar nenhum dos plots twists que Sager inseriu no enredo e todas as teorias que construí estavam erradas — o que é muito divertido para mim, que gosta do gênero.
ATENÇÃO: SPOILERS A PARTIR DAQUI!
Porém, a história do Carter achar que é neto de Lenora Hope foi um recurso que não funcionou. Foi uma história boba, que, quando foi revelado que o herdeiro na verdade é Jessie, o personagem ficou sem função no livro, até mesmo para aqueles que achavam que ele iria fazer par romântico com Kitt.
A melhor reviravolta, sem dúvidas, é a troca das irmãs. Lenora, na verdade, é Virginia Hope, que não morreu na noite do massacre e fingiu por muitas décadas estar debilitada. Minha teoria: quando ela se recupera das sequelas do enforcamento, entra em depressão profunda por tudo que aconteceu tanto naquela noite quanto pelo fato de ter seu filho tirado dos seus braços. Portanto, Virginia Hope é uma vítima, inclusive da própria irmã, que forçou a troca de identidade.
O livro é um prato cheio para leitores que amam um thriller com uma narrativa bem construída. Sager me instigou a ler outras obras dele, porque, ao terminar O massacre da família Hope, ficou uma sensação de “quero mais”. Uma obra-prima que com certeza vale o hype e reconhecimento.
-
Opinião da Naty
Gente, eu não gostei. Sorry! Até a metade do livro, achei a trama bem arrastada, porque fica um lenga-lenga insuportável de: foi ou não foi a Lenora Hope que matou a família? Depois da metade do livro, tudo acontece, e não para de acontecer coisas e revelações até o final do livro. Isso era para ser bom, certo? Porém, me deixou uma sensação de que o autor queria chocar todos a todo custo, então ficou fazendo reviravoltas e reviravoltas que não faziam o menor sentido. Da metade do livro até o fim, toda página tem um plot twist novo, o que acabou deixando alguns deles sem pé nem cabeça.
Para não falar que não gostei de nada, eu gostei da mansão onde se passa a história. Ela é praticamente um personagem na trama, apresentando certas características que a personificam. O fato de ela estar à beira de um penhasco e de, a cada nova descoberta, ela sofrer um dano (uma rachadura, um desabamento) mostram como esse lugar parece querer que tudo seja descoberto para que tudo possa ser destruído. É o mais legal do livro!
-
Opinião da Lara
Os livros que se classificam como thrillers estão muito em alta agora, e isso não é segredo. São livros de suspense cuja principal característica são as grandes reviravoltas que acontecem, feitas para nos pegar completamente de surpresa. Por isso mesmo, são histórias que nos prendem à leitura e que nos fazem não querer largar o livro até descobrir tudo o que vai acontecer. Por isso mesmo, sem dúvidas, O massacre da família Hope foi um dos melhores thrillers que eu já li.
Antes de ler, eu nem imaginava a possibilidade de haver diferentes tipos de livros desse subgênero, mas certamente há: enquanto alguns livros acontecem de forma rápida, sem muitos detalhes, para que você seja envolvido(a) na narrativa facilmente, em O massacre da família Hope, nos deparamos com uma narrativa mais densa, detalhada, na qual claramente se observa que foi feita uma escrita cuidadosa, em que tudo significa. Gostei muito do livro!
ATENÇÃO: SPOILERS A PARTIR DAQUI (E MUITOS, ENTÃO LEIA POR SUA CONTA E RISCO)!
Sempre que leio um thriller, uma das coisas das quais mais gosto é o fato de que, sempre, sem exceções, acabo sendo surpreendida com o que acontece na história. Nunca consigo adivinhar nada, e com esse livro não foi diferente. É seguro dizer que eu gostei de tudo! Mesmo sendo uma leitora de thrillers (o que deveria fazer com que eu conseguisse prever algo), cada um dos plots twists me surpreendeu:
- a troca das irmãs e a identidade da Sra. Baker (a Virginia sendo a Lenora, e a Lenora sendo a Sra. Baker);
- o fato de o pai da Kitt ser o Ricky (Patrick → Ricky) e ter sido quem matou a Mary (que, no fim das contas, não tinha ido embora);
- a verdade sobre o massacre da família Hope (a mãe das irmãs Hope, Evangeline, matou o pai delas, Winston, e foi morta por Ricky, e a Virginia não morreu);
- a Jessie ser a neta da Virginia e não o Carter;
- o fato de a Virginia ter fingido que não conseguia se mexer por tanto tempo.
Nem sei dizer o que me surpreendeu mais, mas com certeza o grande destaque do livro é Hope's End, a mansão da família Hope, que é muito simbólica ao longo de todo o livro e que desmorona ao fim, encerrando o legado da família e dando significado ao seu próprio nome: Fim dos Hope. Sério, vale muito a pena a leitura!
Live de fechamento do ciclo de leitura de O massacre da família Hope
Vou deixar aqui para vocês o vídeo da nossa live de encerramento de leitura de O massacre da família Hope em que a gente comenta sobre a obra e dá nossas impressões. Vale a pena assistir!
Créditos da imagem
Fontes:
Vozes da minha cabeça