As diatomáceas são algas unicelulares, fotossintetizantes, encontradas em água doce e salgada de maneira solitária ou formando colônias. São muito importantes na composição do fitoplâncton, constituindo assim a base da cadeia alimentar. Seus pigmentos são principalmente amarelos a castanhos, localizados no interior dos cromoplastos.
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Acredita-se que as diatomáceas tenham surgido no planeta no período Cretáceo, onde se encontra uma grande diversidade no registro fóssil. É interessante de se notar que muitas espécies atuais ainda se assemelham às formas encontradas nos registros fósseis. Isso mostra o sucesso dessas espécies.
As diatomáceas apresentam um revestimento em seu corpo chamado de frústula, uma carapaça formada por sílica. Ela é constituída por duas valvas que se assemelham a uma placa de Petri. A valva maior recebe o nome de epivalva, enquanto a menor é denominada hipovalva.
As frústulas das diatomáceas podem se acumular no fundo dos rios, lagos e mares e formar o chamado diatomito, também conhecido por terra de diatomáceas. Podemos defini-lo como uma rocha sedimentar formada por carapaças de diatomáceas que viveram naquele local. O diatomito é uma substância fina e muito porosa e se calcula que cada grama contém, em média, 400 milhões de valvas.
Os diatomitos podem ser encontrados em regiões de água doce e salgada. Entretanto, percebe-se que no ambiente marinho eles apresentam maior espessura. A coloração dos diatomitos pode variar, sendo que quanto maior a presença de substâncias orgânicas, mais escura é sua cor.
É comum encontrar com os diatomitos o chamado espongilito. Esse material é formado principalmente por espículas de esponjas, o que causa coceira e irritação quando em contato com pele. O espongilito é usado principalmente na fabricação de cerâmicas.
No nosso país os diatomitos são encontrados principalmente na região nordeste, entretanto pode ser encontrado em outras regiões do território nacional. Sua idade é variada, podendo ser encontrados diatomitos do período Cretáceo, Terciário e Quartenário. Vale destacar que as principais jazidas datam do Terciário tardio.
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Os diatomitos são muito usados na indústria. Na Califórnia (EUA), por exemplo, são utilizadas cerca de 270 mil toneladas de diatomito por ano. Veja abaixo algumas de suas aplicações:
- Filtros;
- Isolante térmico;
- Isolante acústico;
- Inseticida;
- Corantes;
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- Vernizes;
- Solventes;
- Catalisadores industriais.
Por Vanessa dos Santos
Graduada em Biologia